Paulo Guedes promete derrubar dívida pública com privatizações em 2021

Paulo Amaral
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Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Paulo Guedes está otimista com relação à economia do Brasil. Em entrevista à CNN, o chefe da pasta prometeu derrubar a dívida pública em 2021. O segredo: privatizações.

“É um alerta para agirmos na pauta das privatizações. Derrubamos a relação dívida-PIB no primeiro ano de governo. A Covid-19 empurrou a relação para cima neste ano. Vamos derrubar a relação dívida-PIB em 2021. Para isso, vamos acelerar o programa de privatizações”, assegurou o Ministro da Economia.

Segundo Paulo Guedes, quatro estatais serão certamente privatizadas até dezembro do ano que vem: a Eletrobras, os Correios, PPSA (Pré-sal Petróleo) e o Porto de Santos.

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O ministro não respondeu à CNN, no entanto, sobre quanto da dívida pública seria abatido no caso das privatizações realmente acontecerem. Segundo ele, a pergunta precisa ser direcionada a Diogo Mac Cord, secretário especial de Desestatização.

A dívida pública do Brasil

A dívida pública do Brasil chegou a sofrer uma queda de 2018 para 2019, passando de 76,5% para 75,8% do PIB, e registrando a primeira retração em seis anos.

Em setembro deste ano, porém, o montante da dívida subiu e chegou a 90,6% do Produto Interno Bruto brasileiro, o que fez com que alguns economistas apostarem que esse percentual deverá chegar a 100% muito em breve.

“Queremos afastar o risco de dominância fiscal e endividamento em bola de neve que já encurralaram a rolagem de dívida e nos empurraram para hiperinflação no passado”, afirmou Guedes.

O ministro ressaltou ainda que é preciso “desmontar a armadilha”. Ele ponderou, contudo, que não há riscos de rolagem da dívida “no momento”, pois “estamos preparados”.

O Brasil e a segunda onda de Covid

Paulo Guedes avisou ainda que, caso uma segunda onda de Covid-19 atinja o país, a intenção é gastar metade do que foi utilizado na primeira onda, em 2020. A justificativa é que agora há experiência para evitar os excessos, de acordo com informações da Reuters.

“Se uma segunda onda vier para o Brasil já temos os mecanismos. Digitalizamos 64 milhões de brasileiros. Então sabemos quem eles são, onde estão, o que precisam para sobreviver”, disse o ministro no evento Emerging & Frontier Forum 2020 da Bloomberg.

Conforme Guedes, no caso de uma segunda onda, haverá assistência por parte do governo federal. Entretanto, seriam em valores menores. “Em vez de 8% do PIB, provavelmente desta vez gastaríamos metade disso porque sabemos que podemos filtrar os excessos aqui e ali. E certamente usaríamos valores menores”, afirmou.

O Ministério da Economia estimou que as medidas de combate ao coronavírus cheguem a 8,6% do PIB neste ano. Só com o auxílio emergencial, por exemplo, os gastos serão de R$ 321,8 bilhões.

“Quem pode pegar emprestado 8% (do PIB) a mais pode pegar 12%. Então poderíamos gastar um pouco mais, justamente porque as pessoas entendem que temos a resolução de voltar à situação anterior assim que a doença nos deixar”, disse o ministro.

“Portanto, estamos prontos para avançar caso a doença volte, mas não vamos nos mover se ela for embora. As pessoas entendem isso”, completou.

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