Paulo Guedes fará proposta ao FMI para “não deixar nenhum brasileiro para trás”

Paulo Amaral
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O Ministro da Economia Paulo Guedes tem pronto um discurso de defesa que será apresentado ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para “não deixar nenhum brasileiro para trás”.

Segundo reportagem da Reuters, Guedes dirá ao Fundo que ainda há espaço para uma coordenação internacional adicional de políticas de enfrentamento à crise, especialmente para atender às necessidades dos países com baixo nível de reservas internacionais.

A ideia de um dos ministros mais influentes do governo de Jair Bolsonaro é defender uma nova alocação ampla dos direitos especiais de saque, a moeda do Fundo.

“É agora crucial assegurar que os novos recursos sejam efetivamente adicionais à assistência regular do Fundo”, diz o ministro, em parte do discurso a que a Reuters teve acesso.

Guedes acredita que, com isso, conseguirá alavancar a liquidez global em meio às restrições geradas pelo impacto econômico da crise causada pela pandemia da Covid-19.

“Esse é um mecanismo de baixo custo e baixo risco que já foi testado em períodos de crise. Ele melhora o fluxo de liquidez e é particularmente útil para economias médias e pequenas, que não têm reservas internacionais suficientes ou acesso a linhas de swap”.

“Não deixar nenhum brasileiro para trás”

Ao tratar especificamente das necessidades do Brasil, o ministro Paulo Guedes defenderá os “passos extraordinários” que o País tomou para conter a pandemia de coronavírus.

Segundo o Ministro da Economia, o pacote de políticas para combater a crise no País chega a quase 10% do PIB, com provisões de liquidez equivalentes a 17% do PIB e medidas que apoiarão a extensão de crédito de 16% do PIB.

“O país adotou passos realmente extraordinários para combater a pandemia, assegurar o bom funcionamento do sistema financeiro e a oferta do crédito, assim como renda, empregos e negócios. Nenhum cidadão brasileiro será deixado para trás”, prometeu.

Guedes lembrará em seu discurso que países emergentes estão enfrentando saída de capital nunca vistas antes, além de queda das demandas externas e recuo “dramático” no preço das commodities.

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