Paulo Guedes diz que é melhor crescer menos e não adianta forçar

Sabrina Oliveira
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Foto: Reprodução/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou no último sábado, 7,  discurso durante o seminário “BNDES”, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDE), no Rio de Janeiro, sobre o controle dos gastos públicos está por trás de tudo o que o governo federal está fazendo, e que o objetivo é controlar a expansão dos gastos e não reduzi-los efetivamente. As informações são do EM.

“Os gastos tinham má qualidade. Gastamos muito e gastamos mal. Vamos controlar a expansão dos gastos, não estamos cortando nada, só não estamos deixando crescer o que é ruim”, disse.

O ministro disse ter controle fiscal como prioridade e que não serve ao país forçar o crescimento econômico. “Não adianta forçar o crescimento rápido. É melhor crescer menos de maneira sustentável”.  Crescer mais rápido, na avaliação do ministro, seria “crescimento artificial”.

De acordo com Guedes,  o primeiro “ato” para controlar os gastos públicos foi a reforma da Previdência, que se preocupou em reduzir “privilégios”. O “último ato” foi o envio da proposta de emenda constitucional do Pacto Federativo, que descentraliza recursos públicos obrigatórios e vinculados.

Guedes também chamou a reforma previdenciária de “primeiro ataque” ao excesso de gastos, que, segundo ele, chegou a 45% do Produto Interno Bruto (PIB, o conjunto da produção de bens e serviços). O segundo ataque, disse o ministro, foi “ajudado pelo primeiro”, que foi a queda nas taxas longas de juros no mercado.

Guedes lembrou que a taxa básica de juros (Selic, que remunera os títulos do governo no mercado financeiro e serve de referência para as operações no comércio e nos bancos) hoje está em 5% e está na “iminência” de cair “de novo”, mas destacou uma diferença em relação aos governos anteriores.

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Ainda sobre a despesa do setor público, o ministro repetiu cálculos indicando que, em 2020, os gastos públicos com juros da dívida, por causa da redução das taxas, serão menores em R$ 96 bilhões. De acordo com Guedes, o valor equivale a três vezes o orçamento do programa Bolsa-Família.

O ministro da Economia, também  afirmou que a falta de recursos para investimentos está condenando a Eletrobras à morte, já que a estatal tem realizado apenas um terço do necessário para manter sua posição no mercado.

“A Eletrobras precisava investir R$ 16,5 bilhões todo ano para manter a fatia de mercado. Hoje, ela tem capacidade máxima de R$ 3,5 bilhões. Ela está condenada à morte, é questão de tempo, vai desaparecer ou vira uma corporação”, afirmou.