Paulo Guedes aposta em “gás natural barato” para impulsionar industrialização no Brasil

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.

Crédito: José Cruz/Agência Brasil

Uma queda de 40% no preço do gás natural dentro de um ano e meio será o principal meio para gerar um choque de energia barata e, de quebra, sustentar um processo de reindustrialização no País.

Essa foi a declaração otimista de Paulo Guedes, ministro da Economia, ao site O Antagonista. Segundo ele, o choque “já está encomendado” e terá a atuação do governo em duas frentes distintas.

A primeira será a quebra do monopólio da extração do gás natural pela Petrobras, a partir de uma decisão do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

BDRs| Aprenda mais sobre essa classe de Ativos

A segunda frente é uma “articulação complexa” com governadores, para que os Estados abram mão do monopólio na distribuição do gás.

“Nosso problema é esse monopólio. No Brasil, o gás natural custa US$ 12 a US$ 13 por milhão de BTUs, enquanto países que não têm gás natural, como os da Europa ou o Japão, importam da Rússia por US$ 7, quase metade do nosso preço”, avaliou o ministro. “Mas esse choque da energia barata está chegando já, já”, completou.

O barateamento da energia será, segundo Guedes, fundamental para ajudar na reconstrução da indústria brasileira. “Teremos expansão do consumo, com estímulo para a indústria crescer de novo, retomar a capacidade ociosa e, depois, o investimento”.

Paulo Guedes comparou a estratégia do governo brasileiro com a que foi implantada nos Estados Unidos durante a recuperação industrial norte-americana. Segundo o ministro, lá o processo também foi feito “em cima do gás natural barato deles”.