Passagens aéreas devem ficar 50% mais caras, diz IATA

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).
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Crédito: Projeção da IATA para as empresas aéreas é negativa por causa do coronavírus

Relatório da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) avalia que as passagens aéreas devem ficar 50% mais caras. De acordo com o estudo, quando as fronteiras forem reabertas, em um primeiro momento a demanda será baixa e os preços podem ser baixos. Todavia, esse cenário deve ser alterado com os novos protocolos de segurança.

De acordo com a IATA, uma das principais questões que devem fazer com que os preços subam é a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de não utilizar a poltrona do meio.

A OMS, atualmente, tem defendido que as poltronas do meio não sejam utilizadas, pois, de acordo com médicos e pesquisadores, os aviões podem ser grandes celeiros de transmissão do vírus. Por outro lado, as companhias já declararam que vão lutar contra essa orientação, pois, de acordo com as empresas, o risco de contaminação a bordo é pequeno.

Protocolos de saúde

Nesse sentido, se as poltronas do meio não puderem ser utilizadas, somado aos novos protocolos de saúde (medição de temperatura de passageiros, por exemplo), as tarifas aéreas dever sofrer acréscimo de 43% a 54% em relação a 2019.

Segundo levantamento da IATA, o coeficiente, na América Latina, de ocupação de equilíbrio é de 79%, contudo, com a redução dos assentos, com um limite de 62% de ocupação, o preço da passagem deverá sofrer um acréscimo de 50%. Por sua vez, esse aumento deve ser de 43% na África, e 54% no Oriente Médio e na Ásia-Pacífico.