Partido de Merkel tem pior saldo nas regionais de Hamburgo

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Michael Panse/Creative Commons

A União Democrática Cristã (CDU), da chanceler Angela Merkel, registrou o seu pior resultado histórico nas eleições regionais de Hamburgo, na Alemanha. Enquanto o partido ecologista progressista Greens (Verdes) dominou a votação de domingo (23), segundo as projeções.

Após as mudanças climáticas liderarem a agenda política na Alemanha em 2019, os Greens ampliaram a pontuação em mais de 25%. Ainda que perdendo oito pontos em comparação às eleições de 2015, o Partido Social Democrata (SPD) manteve a sua posição. Assim o partido de centro-esquerda garantiu sua força contabilizando 37,5%, dos votos. Por outro lado, a CDU, conservadora de Merkel, perdeu mais de quatro pontos desde 2015. Registrando 11,5%, até então um dos piores índices já registradas em qualquer região alemã.

Ao que tudo indica, o desempenho ruim da CDU nas regionais de Hamburgo é um reflexo da crise política que o partido enfrenta. Principalmente, após surpreendente aliança com a extrema-direita Alternative for Germany (AfD ou Alternativa para a Alemanha, na tradução). Na Turíngia, essa junção colaborou para a eleição de Thomas Kemmerich, do Partido Democrático Liberal (FDP), como primeiro-ministro estadual. Aliás, este fato marcou o primeiro registro histórico da Alemanha pós-guerra em que uma liderança regional se elegeu com os votos da extrema direita. Outro fator que pode ter interferido no péssimo resultado da CDU foi o ataque ocorrido na cidade de Hanau. Quando um homem, motivado por racismo e xenofobia, matou nove pessoas, de origem turca, em dois bares locais.

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Situação atual do partido

Em consequência, Annegret Kramp-Karrenbauer, renunciou à presidência da CDU. Além de ter anunciado a desistência da candidatura ao posto de chanceler, para 2021. Agora, Kramp-Karrenbauer eliminou qualquer possibilidade de assumir a secessão de Merkel no chancelado da Alemanha. Embora tenham surgido alguns outros nomes, a instabilidade interna do partido, somada ao resultado nas eleições regionais, pode ter influência na próxima eleição. LEIA MAIS