Pandemia de coronavírus leva Hertz à falência nos EUA e Canadá

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

A pandemia de coronavírus causou o fechamento de uma das mais tradicionais companhias de aluguel de carros do mercado: a Hertz.

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Depois de terminar 2019 com déficit pela quarta vez consecutiva, a Hertz iniciou 2020 com aumento no faturamento – 6% em janeiro e 8% em fevereiro.

A pandemia da Covid-19, no entanto, chegou e mudou os rumos e projetos.

De acordo com comunicado enviado à imprensa, a empresa entrou com pedido de falência nos Estados Unidos e no Canadá.

“O impacto da COVID-19 na demanda de viagens foi repentino e dramático, levando a uma queda acentuada na receita da empresa e reservas futuras”, pontuou a Hertz.

A companhia informou que chegou a tomar todas as providências necessárias para priorizar a saúde e a segurança dos funcionários e clientes e para eliminar as despesas não-essenciais.

“No entanto, permanece a incerteza sobre quando as receitas retornarão e quando o mercado de veículos usados voltará a reabrir inteiramente às vendas, o que exigiu ação imediata”, complementou o anúncio.

A Hertz anunciou ainda que Europa, Nova Zelândia e Austrália não estão inclusas no pedido de falência.

Cortes

Antes de entrar com o pedido de falência, a Hertz tentou uma outra alternativa. Demitiu 10 mil funcionários na América do Norte (26,3% do quadro) e, na última sexta-feira, o total de cortes chegou a 20 mil, metade da força de trabalho.

Capítulo 11 e as franquias

O material produzido pela AFP informou que a Hertz recorreu ao capítulo 11 da Lei de Nova York, que permite às empresas sem condições de arcar com suas dívidas se reorganizar sem receber pressão dos credores.

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De acordo com o comunicado da companhia, as franquias que não são propriedade da Hertz não se incluem no procedimento do capítulo 11.

Tamanho da dívida

De acordo com matéria do The Wall Street Journal, a dívida atual da Hertz, que não foi divulgada pela empresa, está na casa dos US$ 19 bilhões.

“A reorganização financeira fornecerá à Hertz o caminho para uma estrutura financeira mais robusta que posicione melhor a empresa para o futuro, enquanto navega no que poderia ser uma jornada prolongada e uma recuperação econômica global”.

Unidas (LCAM3) registra alta de 7,8% no lucro no 1TRI20

Unidas

 

Se para a Hertz as coisas não vão bem, o mesmo não se pode dizer da Unidas.

O lucro líquido da companhia totalizou R$ 79,6 milhões, uma elevação de 7,8% em comparação com mesmo trimestre de 2019.

De acordo com a empresa, o desempenho foi afetado pela pandemia e a decisão da administração em aumentar de forma conservadora a depreciação dos veículos de Aluguel de Carros.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 313,2 milhões, um aumento de 8%.

Lucro líquido recorrente

Já o lucro líquido recorrente do período (R$ 79,6 milhões) ficou 3,5% aquém do registrado no 1T19 (R$ 82,5 milhões).

Caixa de R$ 1,5 bi

Ao encerrar o período em questão com um saldo de caixa avaliado em R$ 1,5 bilhão (já incluída a operação de cédula de crédito bancário de R$ 300 milhões), a Unidas, de acordo com seu presidente Luiz Fernando Porto, considera “este patamar suficientemente confortável para trabalhar durante o atual cenário de incertezas”.

Aquisição importante

Numa manifestação de confiança no futuro da economia, o grupo adquiriu, em abril último, a Zetta Frotas (terceirização de veículos), que possui receita anual de R$ 102,8 milhões e uma frota de 2,6 mil veículos, já presente em oito estados.

A aquisição foi tão bem-sucedida que a companhia comemora, hoje, forte reforço de receita de R$ 357,9 milhões, em decorrência da celebração de novos contratos de 1,9 mil veículos.

Conforme informado pela Unidas, a Zetta dispõe hoje de uma receita de R$ 102,8 milhões, uma EBITDA de R$40,1 milhões, lucro Líquido R$7,7 milhões e uma dívida líquida de R$ 103,7 milhões.

Nova unidade

Outra boa novidade, a despeito da crise, é o foco da Zetta em destinar sua frota de 2,6 mil veículos  para o nicho de veículos adaptados.

A decisão cria uma nova divisão de negócios, a Unidas Veículos Especiais.

Receita recorde

Apesar de suportar perdas de R$ 10 milhões nos negócios, em razão da pandemia da covid-19, a Unidas apresentou uma geração recorde de receita, em razão da terceirização de frotas, de R$ 5,954 bilhões no 1T20, uma alta de 106,7% em relação a igual período do ano passado.

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