Pandemia ainda impacta negativamente 38,6% das empresas

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Reprodução/Pixabay

Em agosto, 38,6% das empresas do país ainda perceberam impactos negativos da pandemia de coronavírus em seus negócios. Por outro lado, para 33,9%, o impacto foi pequeno ou inexistente; e, para 27,5%, o efeito foi positivo.

Os dados são da Pesquisa Pulso Empresa: impacto da Covid-19 nas empresas, divulgados nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o estudo, a percepção de impacto negativo mantém-se e é maior entre as empresas de pequeno porte, de até 49 funcionários (38,8%).

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A percepção melhora nas empresas intermediárias (de 50 a 499 funcionários) e de maior porte (acima de 500 empregados), que sinalizaram maior incidência de efeitos pequenos ou inexistentes na quinzena – respectivamente 44,7% e 46,6%.

“A cada quinzena aumenta a percepção de efeitos pequenos ou inexistentes ou positivos entre as empresas de maior porte”, destaca Flávio Magheli, coordenador da pesquisa.

“Por setores, o comércio varejista e a atividade de construção são os mais afetados na quinzena. Dentre as regiões, o Nordeste destaca-se com 52% de efeitos positivos relacionados às medidas de flexibilização do isolamento. Já em relação às vendas, a percepção de redução atinge 36,1% das empresas, afetando principalmente o comércio varejista”, resume Magheli.

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Reprodução/IBGE

Construção e comércio apontam efeitos negativos

Os setores de Construção (47,9%) e de Comércio (46,3%) reportaram as maiores incidências de efeitos negativos na quinzena.

Por outro lado, as indústrias (38,9%) informaram impactos pequenos ou inexistentes. No setor de serviços, a mesma incidência foi de 41,9%, com destaque para os segmentos de serviços de informação e comunicação (61,5%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (45,6%).

Nesses dois setores, a soma da percepção de impactos pequenos ou inexistentes com a de efeitos positivos é superior a de impactos negativos.

Percepção melhora no Sul e Centro-Oeste

Os maiores percentuais de impactos negativos foram no Sudeste (43,6) e no Norte (41,9%). Sul (39,9%) e Centro-Oeste (39,8%) têm percepções semelhantes.

Nove em cada dez empresas mantiveram empregos

Praticamente nove em cada dez empresas mantiveram o quadro de funcionários ao final da primeira quinzena de agosto. Isto na comparação com a quinzena anterior. O porcentual é de 86,4% ou 2,7 milhões de empresas.

Apenas 8,7% (277 mil empresas) informaram ter reduzido o número de funcionários.