Países que tinham medidas leves, agora adotam ações mais rígidas para conter o coronavírus

Jéssica De Paula Alves
Jornalista e produtora de conteúdo

Com o avanço da pandemia de coronavírus, que já passou de 1,4 milhão de casos em todo o mundo, alguns países mudaram a estratégia para o combate da doença Covid-19. Suécia, Japão e Holanda, por exemplo, que antes tinham medidas mais brandas agora adotaram ações mais restritivas, informa a Folha de S. Paulo.

Estes números impactam, inclusive, países que eram exemplos de gestão na pandemia, como é o caso de Singapura. O governo local aumentou as medidas para evitar novos casos. Diferente do Japão, que não adotou de imediato ações de bloqueio e isolamento da população.

Mas com a mudança de cenário, o discurso teve que mudar, pois a pandemia interviu até na realização dos Jogos Olímpicos em Tóquio. O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu adiar o evento para 2021.

A governadora da província de Tóquio, Yuriko Koike, se pronunciou alegando que a cidade está em  “fase crítica que antecede uma possível explosão de infecções”, segundo a Folha.

Todavia, mesmo com a mudança no discurso, bares, restaurantes, casas noturnas e centros de compras continuaram em funcionamento no Japão. Assim, somente eventos esportivos e o acesso a parques temáticos foram suspensos. O país teve aumento recorde de infecções na primeira semana de abril, com 522 novos casos.

Desta forma, o governo decretou estado de emergência na terça-feira (7) em Tóquio e outras seis regiões do país que representam, juntas, 44% da população. Até a manhã desta quarta-feira, o Japão registrava 3.906 casos da Covid-19, com 92 mortes.

Suécia

A Suécia contrariou a tendência global e permaneceu com bares, restaurantes e lojas abertas e não proibiu as pessoas de irem às ruas. Apenas ações voluntárias da população foram adotadas.

Porém, o governo sueco mudou de postura com os novos casos, que tiveram recorde de 621 novos registros atingidos em 1º de abril. Até esta quarta-feira, a Suécia possui 7.693 casos de coronavírus, com 591 mortes.

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Assim, foi criado um projeto de lei que amplia os poderes do Estado para tomar medidas como fechar lojas e lugares públicos. O texto deve ser aprovado nos próximos dias.

Ainda assim, o primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, disse que conta com o voluntarismo da população. “Conselhos das autoridades não são apenas pequenas dicas. Espera-se que nós os sigamos todos os dias, a cada minuto”, disse.

Holanda

O primeiro-ministro da Holanda Mark Rutte, anunciou que as ações de contenção do coronavírus foram intensificadas. Inicialmente, a estratégia no país era focar na “imunidade de grupo”. Ou seja,  ao contrair uma doença, um grande número de pessoas desenvolve imunidade a ela e estanca a propagação do vírus, informou a Folha.

Mas, a medida não teve o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), visto que ainda faltam estudos mais profundos sobre o comportamento do coronavírus no corpo humano.  Posteriormente, Rutte alegou um mal-entendido e anunciou ações mais rígidas como o fechamento de escolas e restaurantes até 28 de abril.

“Mesmo depois de 28 de abril, vai levar um tempo até voltarmos ao normal. Não façam planos para as férias de maio”, disse o premiê em entrevista coletiva em Haia, pedindo ainda o isolamento social da população.

O país, até este momento,  tem 19.709 casos de coronavírus, com 2.101 mortes. Outras medidas mais punitivas estão na ação policial autorizada e pagamento de multas.

Singapura

Novas medidas restritivas foram adotadas em Singapura, no sudeste asiático. Apertando o cerco, o bloqueio deve durar pelo menos um mês. Portanto, apenas as empresas que prestam serviços essenciais, como assistência médica, venda de alimentos e serviços públicos continuarão em funcionamento. Escolas e universidades também serão fechadas.

Apesar disso, a segunda onda de infecções, causada principalmente por residentes que estão voltando de outros países, estabeleceu um novo recorde de casos diários na última semana,  com 122 novos registros. Até terça, Singapura tinha 1.375 casos confirmados da Covid-19, com seis mortes.