Países buscam acordo global para cortar produção de petróleo

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Países que possuem grande representação no mercado do petróleo pretendem finalizar um acordo global, entre as conversas do G20. Para conseguir realizar cortes na produção da commodity nesta sexta-feira (10). De forma a conseguir elevar os preços abatidos, devido a pandemia do coronavírus. As informações são da Reuters.

A Rússia e a Arábia Saudita pretendem ficar com a maior fatia, enquanto os Estado Unidos sinalizaram que podem adotar ações inéditas para auxiliar. De acordo com a Reuters, Moscou, Riad e seus aliados, forjaram um pacto para reduzir a produção de petróleo cru, a 10% dos suprimentos globais na quinta-feira (09). Além de anunciar, que gostariam de um corte adicional de 5%. Esses países, compõem o grupo informal chamado de Opep+.

Entretanto, os esforços do grupo para concluir o acordo emperraram. Devido ao México se recusar a concordar com os termos. Andrés Manuel López Obrador, presidente do país disse que ouviu de Donald Trump, que o presidente norte-americano poderia fazer os cortes em nome do México.

Embora, Trump não tenha sinalizado que Washington também faria cortes. Ao invés disso, Trump ameaçou a Arábia Saudita, com tarifas e outras medidas. Caso, o reino não se resolva na crise do mercado de petróleo.

Questões sobre o acordo do petróleo

Nesta sexta-feira (10), os grandes mercados de petróleo ficaram fechados. Devido aos ministros de energia do G20 terem realizado uma videoconferência. A qual foi presidida pela Arábia Saudita, mas até então os preços não haviam subido após os cortes de quinta-feira (09), considerados os maiores da histórias.

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Devido ao corte de 15% dos suprimentos globais ainda possibilitar um excedente enorme do petróleo. Mesmo diante de uma queda de 30% na demanda do commodity.

A disseminação do coronavírus pelo mundo, fez com que diminuíssem a procura de combustível para aviões e carros. O que acabou afetando os orçamentos das nações produtoras de petróleo. Atingindo também a indústria norte-americana, considerada a mais vulnerável a preços baixos, devido a possuir custos mais altos.

O secretário de Energia dos EUA, Dan Brouillette comentou durante as conversas do G20: “Pedimos a todas as nações que usem todos os meios à sua disposição para ajudar a reduzir o excedente”. Além de afirmar, que é decepcionante a não conclusão de um acordo por parte de Moscou e Riad.

Se o México assinar o pacto Opep+, iria causar a remoção de 10 milhões de barris de petróleo por dia. Em que 5 milhões iriam sair de circulação, se os Estados Unidos e outros países assinassem.

De acordo com Fatih Birol, chefe da Agência Internacional de Energia os países importadores poderiam fornecer ajuda ao mercado. Com a realização de compras adicionais de petróleo cru, para as reservas estratégicas.