País depende de capital estrangeiro para retomada econômica, segundo governo

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site Veja

A recuperação da economia brasileira vai depender, principalmente, da atratividade do mercado brasileiro para o capital estrangeiro, facilitando a entrada e saída de capitais, ou assegurando segurança jurídica às operações.

A declaração foi feita nesta quinta-feira (7) pelo secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, José Salim Mattar Júnior, em live transmitida pelo deputado Alexis Fonteyne (Partido Novo – SP), de acordo com a Agência Brasil.

Mercado farto

Como argumento à alternativa, Salim Mattar afirma que, hoje, o mercado internacional dispõe de US$ 1,5 trilhão para investimentos, preferencialmente nas áreas de geração e distribuição de energia, infraestrutura, concessões e de saneamento.

Apenas possibilidades

O secretário assinalou, no entanto, que os investimentos ainda estão no campo das possibilidades, pois  a pandemia da Covid-19 inviabiliza qualquer iniciativa, atualmente.

Investidor apreensivo

“Com o coronavírus, a bolsa caiu e os investidores estão mais apreensivos e receosos. Não é recomendável agora continuar vendendo ativos”, aconselha.

Redução do Estado

Pelo viés fiscal, Salim Mattar defendeu a necessidade de redução do Estado, definido por ele, “gigantesco, obeso, lento, burocrático e oneroso ao contribuinte”.

Burocracia estatal

Ao mesmo tempo, o secretário mira a burocracia estatal, cuja legislação torna muito lento “o processo de venda de empresas públicas”.

Tarefa dificílimo

Como se não bastasse, embora admita a boa motivação da lei que visa proteger o recurso público, o secretário salienta ser “dificílimo vender um bem do estado”.

30 meses

Como exemplo, Salim lembra que, até pouco tempo, “eram gastos 30 meses, em média, para concluir um processo de privatização de empresas públicas, quando, pela iniciativa privada, isso ocorre no prazo de 45 dias a 75 dias”.

Número colossal

Outro alvo da fúria liberal do secretário é o patrimônio imobiliário da União, hoje avaliado em R$ 1,3 trilhão, que corresponde ao colossal número de 750 mil imóveis.

Sem condições

O problema é que poucos deles estariam em plenas condições de venda, por problemas de documentação, emenda.

Só uma classe

Ao pregar que haja “apenas uma classe de cidadão”, Salim Mattar criticou a existência, segundo ele, “de duas classes de cidadãos. A dos servidores públicos, com estabilidade, e dos trabalhadores da iniciativa privada”.

Renda per capita

Em outra comparação assertiva, o secretário disse que, enquanto a renda per capita de Brasília é de R$ 70 mil, por ano, a de São Paulo é de R$ 50 mil.

“O estado que mais produz não tem a maior a renda. A maior renda está em Brasília, exatamente com quem nada produz”, dispara.

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