País começa a registrar redução da produção de frango

Felipe Alves
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Crédito: Divulgação

Com demanda baixa e risco de contaminação por coronavírus dos funcionários, a demanda interna de produção de frango está reduzindo, de acordo com o Valor Econômico. Segundo várias fontes consultadas pelo jornal, com a piora da demanda interna, está começando um movimento de redução na criação de frango que deverá se aprofundar nos próximos meses.

Um exemplo é a planta da Minuano, em Lajeado (RS), fornecedora de carne de frango para a BRF. Ela teria cortado sua produção em 40%. A medida foi após 16 de seus 1,8 mil funcionários terem diagnóstico positivo para o covid-19. Outros 560 trabalhadores foram afastados preventivamente.

A dimensão no corte da oferta ainda não foi mensurada. Mas algumas empresas entrevistadas pela reportagem já teriam decidido quebrar parte dos ovos enviados das incubadoras aos nascedouros. Assim, seriam reduzidos os lotes de animais destinados à engorda.

 

Reflexos a partir de junho

Os reflexos só deveriam aparecer com mais força na produção efetiva de carne de frango a partir de junho. Ou seja, isso ocorreria em 45 dias, já que o processo de engorda dos frangos leva esse período. Outra possível medida que estaria começando a ser praticada seria o abate de aves matrizes.

O preço do frango congelado no atacado paulista em abril caiu 13,8%, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). As medidas de ajuste visariam corrigir o quadro de sobre-oferta que teria levado a essa queda nos preços. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), “análises preliminares indicam uma tênue redução da produção, decorrente da atual conjuntura”. A associação também enfatizou que a exportação segue ‘em nível positivo’”.

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O presidente da BRF (BRFS3), Lorival Luz, disse ao Valor que a “demanda agregada” pelos produtos do grupo segue estável e dentro do que foi planejado. Até agora, afirmou Lorival, a companhia não reduziu a produção de frango. Mas ele frisou que a empresa está preparada para fazer ajustes caso o coronavírus reduza a velocidade de abates.

Na quarta-feira (15), Lorival havia sinalizado que a BRF poderia reduzir o ritmo de abate de animais caso a contaminação de funcionários pelo novo coronavírus aumente. Mas ele afirmou que a empresa tem um “plano claro” para ajustar a produção caso seja necessário.