Pacote econômico de Fernández propõe usar reservas do BC para pagar dívida pública da Argentina

Paulo Amaral
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Crédito: ALEJANDRO PAGNI / AFP

Martín Guzmán, novo ministro da Economia da Argentina, mostrou seu “cartão de visitas” e o que pretende realizar para tirar o país da crise econômica.

Escolhido pelo presidente Alberto Fernández por ser jovem e com ideias novas para o importante posto, Gusmán, segundo informações da Agência EFE, traçou um plano ousado para pagar as dívidas da Argentina.

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Ele sugeriu que o governo utilize parte  das reservas internacionais do Banco Central para pagar a dívida pública do país.

As chamadas “reservas de livre disponibilidade” já foram utilizadas durante os governos de Néstor e Cristina Kirchner, atual vice-presidente do país.

Se aprovados pelo Congresso, os artigos 57, 58 e 59 do megapacote de lei emergencial do governo de Alberto Fernández autorizarão a Casa Rosada a emitir US$ 4,57 bilhões em títulos públicos com vencimentos para 10 anos.

O texto ressalta que “o dinheiro só poderá ser aplicado para o pagamento de obrigações da dívida em moeda estrangeira” e prevê que os títulos sejam integralmente amortizados no vencimento, a uma taxa de juros igual às das reservas internacionais do Banco Central, durante o mesmo período e até o limite da taxa Libor anual menos um ponto percentual.

A dívida pública da Argentina cresceu para US$ 337,2 bilhões no segundo trimestre deste ano, o equivalente a 80,7% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados oficiais.

O mercado financeiro reagiu de forma positiva à ideia do governo argentino e, pela “boa vontade” mostrada em quitar as dívidas, o índice conhecido como risco-país diminuiu.