Pacaembu Construtora (PCBU3) adia cronograma de IPO

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Pacaembu

A Pacaembu Construtora (PCBU3) anunciou que o cronograma da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) foi alterado de modo que a nova data de precificação da oferta será dia 29 de outubro de 2020 e a nova data de liquidação do IPO será dia 4 de novembro de 2020.

Segundo a construtora, a faixa indicativa de preço permanece de R$ 8,10 a R$ 10,10.

A oferta consistirá na distribuição pública primária de novas ações e na distribuição secundária.

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Considerando o meio da faixa, de R$ 9,10, a companhia movimentará R$ 597,848 milhões na oferta base.

Os acionistas vendedores na oferta secundária são Wilson de Almeida Junior, que atualmente detém 36% da empresa, e Eduardo Robson Raineri de Almeida, (40,5%).

O banco coordenador líder é o Credit Suisse, que também atua como agente estabilizador.

As demais instituições financeiras participantes são a XP Investimentos e a Caixa Econômica Federal.

Simultaneamente, serão realizados esforços de colocação das ações no exterior.

O capital social da Pacaembu é de R$ 190.277.753,34, totalmente subscrito e integralizado, representado por 128.894.845 ações ordinárias.

Pacaembu quer reforças capital de giro

A Pacaembu pretende utilizar a totalidade dos recursos a serem captados para reforçar seu capital de giro, desenvolvendo os empreendimentos de seu landbank.

Acredita-se que o uso dos recursos captados na oferta primária resultará em fortalecimento da sua estrutural de capital.

Dados operacionais e financeiros da Pacaembu

Entre 2017 e 2019, a empresa distribuiu aos acionistas R$ 206,2 milhões em dividendos, com um ROAE (Return on Average Equity – Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio) de 51,2%.

Além disso, encerrou o ano de 2019 com caixa líquido de R$184,2 milhões.

Em 2019, o lucro líquido foi de R$ 111,579 milhões, com avanço de 1% sobre 2018.

O Ebitda, por sua vez, totalizou R$ 123,475 milhões, com queda de 8,3%. A margem Ebitda ficou em 21,8%, com alta de 4,7 pontos porcentuais.

Em 2019, foram feitos 14 lançamentos, contra 7 em 2018.

O Valor Geral de Vendas (“VGV”) em 2019 somou R$ 734,8 milhões, com alta de 8,6%.

As vendas contratadas somaram R$ 540 milhões, com queda de 17,8%.

A VSO (venda sobre oferta) foi de 65,6%, ante 87,3% em 2018.

Riscos para o investidor

O prospecto traz ainda alguns riscos para o investidor que decidir comprar as ações na oferta.

O modelo de negócios da Pacaembu foca em empreendimentos nas faixas 1,5 e 2 do programa Minha Casa, Minha Vida. A não implementação, cancelamento, suspensão ou escassez de recursos decorrentes desse programa poderá afetar os resultados da empresa.

Além disso, a Pacaembu utiliza volume relevante de recursos do plano de apoio à produção com financiamento à pessoa jurídica da Caixa Econômica Federal, estando sujeita a mudanças institucionais e/ou operacionais nestes órgãos públicos.

Por fim, a falta de disponibilidade de recursos para obtenção de financiamento pode prejudicar a capacidade ou disponibilidade dos potenciais compradores de imóveis de financiar suas aquisições.

Esse fato pode vir a afetar negativamente as vendas da companhia e a obrigar a alterar as condições de financiamento que oferece aos seus clientes.