Otimista no curto prazo, Luis Stuhlberger cogita vender S&P e comprar ações brasileiras

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação/Verde Asset

A perspectiva é boa para o cenário de curto prazo no Brasil na avaliação do sócio da Verde Asset Management, Luis Stuhlberger.

Em entrevista em evento do Credit Suisse ele afirmou inclusive a possibilidade de vender S&P e comprar ativos no Brasil, informa o Estadão.

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Mas, apesar do otimismo com o país, ele afirma que os fundamentos de longo prazo são “desafiadores”.

Segundo Stuhlberger, o Verde tem alocação história de 35% em ações brasileiras. Mas, neste momento, só está posicionado com 21% nos papéis do Brasil, e outros 15% fora do país.

Ele acredita que nos próximos seis meses o fluxo de capital deve continuar entrando no país, e a curva longa de juros a termo deve seguir inclinada, mas com um ambiente de crescimento potencial ainda baixo, de 1,5% a 2%.

Para Stuhlberger, o juro real negativo fez mal ao Brasil. O gestor mencionou efeitos negativos no câmbio, com a moeda brasileira tendo desempenho pior que seus pares em anos recentes.

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Mas a taxa básica de juros não deve voltar aos altos níveis que tivemos nos últimos aos. Stuhlberger vê que a queda até este nível (de 2%) foi exagerada e teve consequências. “A depreciação do dólar não foi indolor, vai gerar efeitos na inflação maior do que a gente imagina”, analisa ele.

A possível elevação da taxa Selic para 4% ou 4,5% deve, segundo Stuhlberger, será possível e benéfica para o país.

Sócio e gestor da SPX Capital, Rogério Xavier também participou do evento do Credit Suisse. Para ele, o cenário nos últimos sete dias se mostrou positivo no Brasil. Ele disse que, após muito tempo, está com perspectiva otimista para o país.

Entre os pontos que o levaram a mudar de visão estão a mudança de postura do Banco Central (de retirar o mecanismo de forward guidance) e a sinalização de elevação da taxa Selic.

Ele também criticou o fato de a taxa ter chegado a 2%, provocando distorções. “2% não é taxa de equilíbrio”, afirmou.

Segundo Xavier, 2021 deve ser um ano de reparos nos erros e excessos cometidos no passado recente, incluindo o corte de juros mais que o necessário.

Ele cita que o governo teve gastos acima do esperado com o auxílio emergencial. Mas diz que se for necessário pagar mais 3 meses, por conta da vacinação lenta, não haverá grandes impactos.

O gestor cita ainda que o primeiro trimestre de 2021 pode ser fraco, por conta da demora na vacinação, e ainda com perda de fôlego da economia. “Mas a perspectiva futura me parece muito boa”, disse ele.

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