Otimismo local dos gestores contrasta com uma inquietação mundial

Edson Tibiriçá Palma
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Crédito: Reprodução / Pixabay

O otimismo local dos gestores com o Brasil vem se espalhando pelos bastidores de nossa economia.

Ele é baseado na previsão de altas para a bolsa em 2020, 2021 e 2022.

O que puxa a lucratividade das empresas do Ibovespa é o ótimo crescimento esperado no período.

Principalmente pela redução das taxas de juros, do controle inflacionário e avanço do PIB.

Pela reforma da Previdência e outras esperadas, como a tributária.

A previsão de expansão e crescimento indica uma lucratividade entre 20% e 25% durante o período.

Ótima se comparada aos países emergentes.

As expectativas e perspectivas não poderiam ser melhores.

E o otimismo dos gestores nem se fala, com relação ao P/L, que pode dar um grande salto.

Relação P/L pode dar um grande salto e o Ibovespa chegar a 250.000 pontos!

Levando em consideração o indicador de preço sobre lucro (P/L) então nem se fala.

O cenário de otimismo é altamente contagiante e positivo.

Muitos afirmam que a ampliação pode saltar de 12 vezes para 15 ou 16 vezes.

Fato já ocorrido na Índia.

Basta que a economia continue caminhando bem, controlada e na direção certa.

Com as reformas em andamento e o crescimento das empresas no patamar esperado.

Em contrapartida ao índice P/L dar um grande salto, há uma inquietação mundial.

Principalmente com referência as duas maiores potências econômicas mundiais: China e Estados Unidos.

China e Estados Unidos. O conflito que pode abalar a economia mundial e provocar uma guerra comercial.

Conflito iniciado com a entrada oficial da China na OMC (Organização Mundial do Comércio) em 2001.

Uma história que vem tomando proporções cada vez maiores.

Cujo principal capítulo é o combate aos produtos “made in China”.

Uma bandeira de campanha do Presidente Donald Trump.

Onde o principal foco é fortalecer a indústria americana diante dos produtos importados.

Reverter o déficit comercial.

Outro fator que mexe consideravelmente é o ano eleitoral dos Estados Unidos.

A China não fica atrás.

Tem contestado todas as medidas e respondido à altura, com sanções comerciais aos produtos americanos.

Sem falar nas ameaças.

Motivos que somados são preocupantes.

Um conflito maior pode comprometer e abalar a economia mundial, como um todo.

Novos capítulos indicam uma grande luta e queda de braço entre as potências.

O pavio da guerra comercial foi aceso e o que pode se desenrolar ainda é imprevisível.

Pavio da guerra comercial fica ainda mais explosivo, com grande aumento das tarifas de importação para aço e alumínio imposto, anteriormente para outros países. Para a China, ele permanece.

Mesmo que o principal foco da política econômica tenha sido a China.

A medida também havia afetado o Brasil, Canadá, México e União Europeia.

Que foram retirados provisoriamente e não sabemos até quando.

Motivo que acirrou ainda mais a guerra comercial entre as duas potências.

Desde então os dois países estão envolvidos em uma batalha acirrada.

E as medidas de retaliação de um contra o outro não param.

Enquanto Trump pretende impor encargos de mais de US$ 100 bilhões aos produtos chineses.

Xi Jimping, Presidente da China, já anunciou represálias.

E mais tarifas a diversos produtos do “inimigo”.

Entre eles, aumento de taxas sobre a importação da soja e dos automóveis.

E assim o conflito e as disputas comerciais, entre eles, iniciam novos capítulos.

Enquanto o mundo inteiro torce por uma negociação e chegada de um acordo.

Que sejam favoráveis para o mundo e para ambos.

Pela coerência e pelo bom senso como o melhor caminho.

Que nosso otimismo local contagiante.

Que Trump e Xi Jimping levantem a bandeira da paz em nome da economia mundial!

Uma guerra comercial não traz vantagens para ninguém.

Todos os países têm direitos e deveres.

Podem questionar as práticas comerciais dos outros.

Mas que as sanções sejam analisadas, caso a caso, pela OMC.

Para dar seu aval com justiça e transparência.

Que Estados Unidos e China façam uma negociação e um acordo, não a guerra.

Que suas disputas comerciais não caminhem para algo mais sério.

Encontrem o melhor caminho para que aja mais coerência, bom senso e parceria.

Que evite uma guerra comercial de grandes proporções mundiais de fato.

Que todos os países ganhem essa disputa.

Que nosso otimismo local se sobreponha à inquietação mundial e contagie Trump e Xi Jimping a levantarem a bandeira da paz em nome da economia mundial!

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