No mercado, otimismo e cautela diante da nova taxa Selic

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

Após o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciar ontem (5) o quinto corte consecutivo na taxa Selic, que ficou em 4,25%, agências de investimentos e bancos comemoraram, porém, indicaram que é necessário dosar o otimismo, ou seja, ter cautela.

As agências de investimento Morgan Stanley e Goldman Sachs trabalham com opinião similar quanto ao corte na taxa Selic e que, para ambos, apesar de muitas incertezas no mercado ocidental e asiático, a política monetária do Brasil está no rumo adequado.

Morgan & Stanley, em comunicado, declarou que espera que as taxas permaneçam inalteradas ao longo de 2020 e que podem aumentar em meados de 2021. A agência também trabalha com a hipótese de uma “política monetária cautelosa” para os próximos dois anos.

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A Goldman Sachs reconheceu o “esforço louvável” do Copom para enviar “um sinal claro ao mercado e negar pedidos de cortes de taxa a curto prazo”. Na mesma linha do Morgan Stanley, enfatizaram que, apesar do otimismo, é preciso cautela. Destacou também que, se o Brasil mantiver a taxa Selic em 4,25%, a inflação pode se manter baixa em 2020 e 2021, projetada em 3,75% e 3,50% respectivamente.

Cabe lembrar que, O Bank of America Merril Lynch reduziu sua previsão do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020 de 2,4% para 2,2%, sob a justificativa dos indicadores domésticos mistos e os problemas de saúde pública na China.