EconomiaNotíciasPolítica

Otimismo das empresas brasileiras atinge o maior nível desde 2014

O fim das incertezas eleitorais fez com que 67% das empresas brasileiras esperem por melhoras, aponta pesquisa.

Otimismo das empresas brasileiras atinge o maior nível desde 2014
5 de 1 voto[s]
sucesso2 1024x723 - Otimismo das empresas brasileiras atinge o maior nível desde 2014
Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Com o fim das incertezas promovidas pelo período eleitoral, o mercado concedeu às empresas brasileiras uma verdadeira injeção de ânimo que levou, no mês de outubro, o indicador que analisa a expectativa com os negócios ao seu nível mais elevado desde meados de 2014. É o que aponta a IHS Markit, empresa de informações, em seu relatório.

A confirmação da vitória de Jair Bolsonaro (PSL) fez aumentar ainda mais a confiança na atividade das empresas e, também, influenciou positivamente as perspectivas de receita, lucro e investimento, conforme mostra o documento.

Em outubro deste ano, 67% das empresas possuíam uma expectativa de melhora em seus negócios. Em junho esse indicador era de 44%. Vale lembrar que a última vez que o resultado ultrapassou os 60% foi em junho de 2014.

O relatório também aponta que esse sentimento é ainda mais intenso em nível global, pois os setores da indústria e serviços contabilizam melhoras evidentes. No Brasil, essa injeção de confiança tem como base a percepção do mercado de que o novo governo irá gerar estabilidade monetária, econômica e política ao país.

Segundo especialistas, as companhias enxergam o maior volume de investimentos, as oportunidades de exportação, a geração de empregos, os ajustes políticos e as possíveis reduções de impostos como oportunidades-chave para o crescimento.

Para Pollyanna de Lima, economista da IHS Markit, o Brasil obteve um dos melhores desempenhos nesse indicador, mesmo que o mundo se encontre em um cenário de enfraquecimento dessa confiança. Ela também reforça o fato de que o país obteve o mais forte grau de otimismo, principalmente a partir do meio deste ano e com o fim das preocupações políticas quando do término das eleições presidenciais.

Lima também se diz animada quando observa as intenções de contratação se fortalecendo no país e alcançando o maior resultado dos últimos seis anos. Para ela, esse fato reforça a expectativa da redução dos níveis de desemprego no país.

No último trimestre de 2018, encerrado em setembro, o Brasil apresentou uma queda em sua taxa de desemprego, que foi estimada em 11,9% com cerca de 12,5 milhões de brasileiros desempregados.

A economista também aponta que os planos das empresas indicam que os investimentos nos negócios são capazes de desempenhar um importante papel no sentido de fortalecer esse crescimento.

Apesar do cenário de otimismo, as companhias ainda encontram desafios. Um deles é a desvalorização do real, que pode aumentar o preço dos produtos importados, dificultar os investimentos e interferir na evolução tecnológica do país.

Além desses desafios, outros gargalos também são encontrados em questões como infraestrutura, pressões concorrenciais e os riscos de que as reformas propostas pelo governo sejam vetadas pelo Congresso Nacional.

Outra preocupação envolve a inflação, pois muitas empresas já enxergam um aumento de preços causado pela pressão nos setores de combustíveis, importados e agrícola.

De acordo com o relatório, algumas empresas também demonstram um aumento da preocupação com relação ao monopólio promovido pelos produtores de plásticos e com a forte presença de produtos chineses em território brasileiro. Por conta desses fatores, as empresas preveem um aumento de preços nos próximos 12 meses.

Antes de seguir com a notícia…

Uma pausa para você descobrir o seu perfil de investidor!

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

brasil eleicoes bolsonaro 20181028 008 1024x683 - Otimismo das empresas brasileiras atinge o maior nível desde 2014
Crédito da imagem: Ricardo Moraes/Agência Reuters

Antes mesmo que fosse sentido pelas empresas, o chamado “efeito Bolsonaro” já era percebido pelo mercado de capitais brasileiro.

Ainda durante o período eleitoral, o então candidato do PSL era visto como o mais “amigável” ao mercado, isso em comparação ao risco que envolvia um possível governo de Fernando Haddad (PT). Assim, o otimismo que foi confirmado pelo relatório da IHS Markit já era presente no mercado financeiro.

No momento em que se tornou evidente a vitória de Bolsonaro, o mercado reagiu positivamente. Na mesma semana, o dólar apresentou sucessivas quedas e a Bolsa voltou a subir. A desvalorização acumulada da moeda norte-americana desde o mês de setembro é de 8,2%, já o Ibovespa apresenta um avanço de 15,4%.

Comentário do Assessor de Investimentos

(por Juliano Custódio)

Finais de ano quase sempre são marcados por uma pequena melhora no otimismo. Por quê? Porque existe todo um dinheiro novo que entra na economia, como 13º salário, distribuição de lucros das empresas, férias e etc. Então, normalmente, fim de ano é a época que aumenta o otimismo de uma maneira geral.

No Brasil, em especial, a gente teve uma melhora no otimismo por causa do “novo”. Quando eu digo “novo”, quero dizer que a gente teve um sentimento de novidade, a gente teve a eleição de um novo governo, um governo com outras métricas, com outra maneira de pensar e trabalhar, ou, que supõe, pelo menos, que vai ter uma maneira diferente de trabalhar, e uma maneira alinhada com o que os empresários pensam para o Brasil. Depois de muito tempo, a gente vê um governo que, pelo menos no discurso, tem o alinhamento com o que o empresariado pensa.

Fora isso, esse mesmo governo já começou a agir na transição de uma maneira interessante, estão dando os primeiros sinais de que cumprirão o que prometeram. Claro que, a jornada para o ano que vem vai ser muito mais intensa, muito mais difícil, mas os bons sinais já estão surgindo.

O simples fato de ter uma definição de quem vai ser o presidente já “destranca” muito dinheiro, porque tinha muito dinheiro preso, tinha muito investimento represado. Muita gente estava esperando para ver quem seria o presidente para poder colocar os projetos para frente, porque os projetos poderiam mudar de acordo com um presidente ou outro.

Então, a gente está vendo essa saída do mercado financeiro e indo para a economia real. Quando o dinheiro vai para a economia real, um certo sentimento de euforia começa a acontecer, porque o cidadão comum começa a ver a “roda girar”, começa a ver uma obra nova, começa a ver um comércio reformando, começa a ver uma indústria contratando e isso, no fim das contas, anima todo mundo.

Quer conversar com o Assessor de Investimentos Juliano Custódio? Preencha o formulário abaixo com seus dados pessoais para que ele entre em contato com você! Se preferir, mande um e-mail: juliano.custodio@euqueroinvestir.com

Tags

Késia Rodrigues - Colaboradora Independente

Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por literatura, viagens, tecnologia e finanças.

Artigos Relacionados

Close