Os três países com menos desemprego na América Latina, e por que isso não é necessariamente bom

Mayron Cimardi
Colaborador do Torcedores

Crédito: Cidade do México

Cidade do México

Parece o sonho de qualquer país, porém, na realidade, ter um baixíssimo desemprego não é necessariamente um sinal de que a economia está fervendo. Nem todos os que querem trabalhar podem escolher os que oferecem os melhores salários.

Se esta história fosse simples, estes três países pagariam altos salários e suas economias estariam aceleradas ao extremo.

Em alguns casos, ocorre que um desemprego baixo é sinal de que existe um grande mercado de trabalho informal, ou, que muitos potenciais trabalhadores simplesmente deixaram de procurar trabalho.

“Se há pessoas desencorajadas que se cansaram de procurar emprego e já não o buscam mais, estas pessoas se qualificam como “inativas” e não entram no índice de desemprego. E isso não é bom”, disse Verónica Alaimo, especialista sênior da Divisão de Mercado de Trabalho do Banco Interamericano de Desenvolvimento, BID.
Por isso, não basta somente levar em consideração o nível de emprego em um país, e sim também, levar em consideração quantas pessoas buscam por trabalho.

As piores taxas de pobreza

A Guatemala possui a menor taxa de desemprego de toda a América Latina, com 2,2%. Um nível muito inferior do que os Estados Unidos, que atualmente possui uma taxa de cerca de 3,8%.

Veja também: Por que o menor nível de desemprego dos Estados Unidos em 18 anos não é bom para ele e o resto do mundo

Porém, justamente esse baixo desemprego na maior economia da América Central, não é um sinal de que tudo vai bem.

Cidade da Guatemala

Pelo contrário, segundo o Banco Mundial, este país é um dos que possui maior desigualdade em sua distribuição de renda.

“Tem uma das piores taxas de pobreza, desnutrição e mortalidade materna e infantil, especialmente nas zonas rurais e indígenas” aponta o Banco Mundial.

Alguns trabalham nas ruas, em pequenos comércios improvisados ou realizam atividades de subsistência que apenas gera renda para a alimentação.

“Muitas pessoas não podem dar-se ao luxo de estarem desempregadas, necessitam trabalhar e sustentar suas famílias. E isso muitas vezes se traduz em trabalhos precários, trabalhos informais, sem acesso às seguranças de um trabalho formal, ou trabalhos pouco produtivos e com baixos salários” conta Alaimo.

Taxas de desemprego na América Latina%
Guatemala2,2%
México3,2%
Bolívia3,3%
Perú4,1%
Equador4,3%
El Salvador4,5%
Nicarágua4,7%
Panamá5,4%
República Dominicana5,5%
Paraguai6,2%
Honduras7%
Chile7,7%
Costa Rica8%
Uruguai8,1%
Argentina8,2%
Colômbia9,4%
Brasil9,8%

México e Bolívia

Os casos de México e Bolívia – com níveis de desemprego de 3,2% e 3,3% respectivamente – são totalmente diferentes da complexa situação econômica da Guatemala.
Porém, apesar das diferenças, o trabalho informal segue sendo a pedra no sapato.

No México, o desemprego está em seu nível mais baixo em uma década, segundo informou o Instituto Nacional de Estatística e Geografia – Inegi (órgão mexicano responsável pela estatística), algo que internamente é visto como uma boa notícia.

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No México, o desemprego está em seu nível mais baixo em uma década.

Ao mesmo tempo, os trabalhadores informais chegam a 6% e muitos analistas dizem que pode ser mais alto, considerando zonas indígenas e rurais.

A Bolívia, por outro lado, é o país que mais cresceu na América do Sul, com uma média de 5% na última década. Isto está permitindo o país manter um nível de estabilidade econômica com um impacto positivo na geração de empregos.

Durante o boom das matérias primas, a Bolívia soube aproveitar os excedentes e criar um “colchão de poupança” que esta permitindo o país crescer e gerar empregos.
Por outro lado, economistas do Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Trabalho Agrário (CEDLA) alertam que uma grande parte destes empregos pertencem ao setor informal, o que os tornam muito precários.

Baixa renda e subemprego

Jürgen Weller, chefe da Unidade de Estudos do Emprego da CEPAL, disse que com a interrupção em 2009, ocorreu uma evolução bastante positiva de crescimento econômico e geração de emprego assalariado.
Porém, entre 2015 e 2017, no contexto de uma contração econômica nos dois primeiros anos desse período, o desemprego regional aumentou acentuadamente, embora ainda sem retornar aos níveis do início da década anterior.

O problema do desemprego a nível regional nos últimos anos “foi bastante generalizado”, disse Weller. Porém, se concentrou nos países sul-americanos que foram atingidos, entre outros fatores, pela baixa dos preços de seus produtos de exportação.

“Isso não foi tão relevante no México e nos países da América Central que tiveram uma evolução mais favorável a respeito”, acrescenta.

O economista alerta que os grandes problemas do mercado de trabalho regional pode ser vistos com o nível de baixos salários e subempregos.


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Há países como a Bolívia e a Guatemala que tendem a ter uma taxa de desemprego muito baixa, fala Weller. Porém, este baixo nível de desemprego é o reflexo da existência de um grande mercado informal.

Então, além do desemprego de um país, vale a pena prestar atenção à quantidade e qualidade deles.

As habilidades dos trabalhadores

Pensando nestes critérios, o BID desenvolveu o Índice dos Melhores Trabalhos. E neste caso, países como Guatemala, México e Bolívia não possuem um bom desempenho.

Entre os 17 países da América Latina, Guatemala ocupa a posição 17, México o lugar de número 13 e Bolívia a posição de número 10.

“Os três países estão na metade de baixo do ranking” disse Verónica Alaimo.

No entanto, a Bolívia tem mostrado um melhor desempenho do mercado de trabalhado, ao comparar com os outros dois países.

“A Bolívia está acima da média e se encontra muito próxima da média nacional do indicador de salários para sair da pobreza”, complementa Alaimo.

Em nível regional, a América Latina está relativamente melhor na quantidade do que na qualidade.

“Eu creio que isto tem relação com o baixo nível de produtividade do trabalho da região, na qual limita as possibilidades de empregos de qualidade, formais e com salários suficientes para superar a pobreza”, disse Alaimo.

Por isso é importante, disse ela, melhorar as habilidades dos trabalhadores, para que correspondam com o que cada setor produtivo de cada país necessita.

“Este é um problema latente em nossa região, que se aprofunda à medida que a revolução tecnológica transforma os empregos”, finaliza.

Fonte: Los 3 países con menos desempleo en América Latina (y por qué no es necesariamente una buena señal)

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