Os bilionários e suas fortunas (flutuantes) durante a pandemia de Covid-19

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/TV

Elon Musk, Bill Gates, Jeff Bezos e Warren Buffett são alguns dos bilionários que integram a lista top 10 da Forbes e que viram suas fortunas flutuarem, para cima e para baixo, durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Nenhum deles teve um ano tão bom quanto o CEO da Tesla. Musk começou 2020, pré-pandemia, com um patrimônio estipulado em US$ 26,6 bilhões.

Desde então, mesmo com a pandemia de coronavírus destruindo a economia mundial, as ações da Tesla aumentaram sete vezes ao longo do ano e, no fechamento do mercado em 11 de dezembro, o patrimônio de Musk valia $ 136,9 bilhões, número que o transformou na terceira pessoa mais rica do planeta.

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A Space X, por sua vez, mesmo ainda considerada por alguns como um negócio de risco, vem ganhando a confiança dos investidores e já está avaliada em US$ 44 bilhões, para alegria de Elon Musk.

Os dois homens mais ricos do que Musk, e que também se deram bem na pandemia, foram o CEO da Amazon, Jeff Bezos, e Bernard Arnault, presidente de um conglomerado de marcas de luxo, a LVMH.

Bezos, cuja fortuna está estimada em US$ 182,2 bilhões, ficou US$ 67,5 bilhões mais rico ao longo do ano, à medida que os consumidores domésticos tornaram-se cada vez mais dependentes das entregas de produtos básicos pela Amazon durante a pandemia.

Em agosto, o CEO e fundador da Amazon se tornou a primeira pessoa na história a ter um patrimônio líquido acima de US $ 200 bilhões. As ações da Amazon caíram cerca de 10%, mas ainda estão em alta de 69% no ano, ultrapassando em muito o S&P 500 (alta de 13,4%) e o Dow Jones Industrial Average (alta de 5,3%).

Bernard Arnault, cujo patrimônio líquido é estimado em US$ 146,3 bilhões, somou US$ 35 bilhões ao seu patrimônio líquido em plena época do novo coronavírus.

A LVMH despencou no mercado no início da pandemia, relatando vendas mais baixas, mas começou a ver recuperação, especialmente entre suas marcas mais famosas como Dior e Louis Vuitton.

Fora do eixo dos bilionários mais conhecidos, a Forbes destacou em sua lista Zhong Shanshan. O chinês é presidente da Nongfu Spring, dona de aproximadamente um quinto da água engarrafada do país. Ele teve um ganho de US$ 60,5 bilhões durante o ano, expandindo sua fortuna inicial para US$ 62, 5 bilhões.

Outro norte-americano que multiplicou a fortuna em 2020 e ganhou destaque na Forbes foi Dan Gilbert, arrecadando US$ 37,1 bilhões de seus US$ 43,9 bilhões em meio à crise mundial.

Gilbert possui 95% da Rocket Companies, que abriu capital em agosto e valia mais de US $ 41 bilhões no fechamento do mercado, em 11 de dezembro, seis vezes mais do que no início do ano. O executivo é um dos mais ricos proprietários de equipes esportivas na América , graças à sua participação majoritária no Cleveland Cavaliers da NBA.

Outro lado da moeda

Do outro lado da moeda, ou seja, do lado dos bilionários que perderam parte da fortuna em meio à pandemia, podemos destacar o mexicano Carlos Slim Hel ú, dono de um patrimônio de US$ 58,2 bilhões, US$ 5 bi menor do que no início de 2020. Ele é dono da América Móvil, maior empresa de telecomunicações da América Latina.

China e Estados Unidos têm dois representantes cada um na lista de bilionários que tiveram perdas no ano. Do lado asiático estão Sung Hongbin, que trabalha no ramo de parques temáticos e, com o isolamento social forçado pela pandemia, viu uma queda de US$ 4,8 bilhões impactar em seu patrimônio.

Hui Ka Yan, presidente do Evergrande Group, uma das maiores incorporadoras imobiliárias da China, perdeu um pouco menos no período – US$ 4,6 bi. Segundo o relatório de fechamento publicado em 11 de dezembro, a empresa, que investiu pesado na compra de carros elétricos, viu suas ações caírem quase 22% no ano.

Os bilionários dos EUA que ficaram menos ricos no período foram, pela ordem, Sheldon Adelson, CEO, da Las Vegas Sands, que tem menos US$ 5 bi em seu patrimônio de US$ 35,1 bilhões, e Harold Hamm, presidente e CEO da produtora independente de petróleo Continental Resources, que perdeu mais de 43% de sua fortuna desde o início do ano, algo que representou uma queda de US$ 4,3 bilhões em seu patrimônio pessoal.