Investindo em empresas do exterior: conheça os 10 BDRs mais procurados pelos brasileiros

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Foto: BDRs

Desde a liberação da negociação de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) na B3 em outubro de 2020 o número de investidores cresceu mais de 1.400%.

No terceiro trimestre de 2020 havia 17.488 investidores pessoa física em BDRs. Um ano depois, no terceiro trimestre de 2021, a B3 registra 264.734 investidores física em BDRs. Ou seja, alta de 1.414%.

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Segundo dados da própria B3, as pessoas físicas estão crescendo e ganhando espaço na compra de BDRs. Hoje as pessoas físicas são mais de 250 mil investidores que representam 20% do total de investidores.

O valor sob custódia também aumentou consideravelmente no comparativo entre o 3TRI21 e o 3TRI20. Houve crescimento de 371%, com um total de R$ 4,7 bilhões sob custódia.

BDRs

A B3 consolidou os 10 BDRs mais comprados pelos investidores pessoa física até setembro de 2021. Eles foram compilados por ordem alfabética: Apple (AAPL34), Amazon (AMZO34), Alibaba (BABA34), Coca Cola Company (COCA34), Walt Disney (DISB34), Facebook (FBOK34), Alphabet (GOOGLE) (GOGL34), Mercado Livre (MELI34), MICROSOFT (MSFT34) e Tesla INC (TSLA34).

Conheça os 10 BDRs mais comprados por pessoas físicas

Apple (AAPL34)

A Apple é, nada mais, nada menos do que a marca mais valiosa do mundo. Há anos ela vem ditando tendências ao unir de maneira bem-sucedida tecnologia, design e marketing.

Uma das gigantes da tecnologia, a Apple é uma empresa que projeta, fabrica e comercializa dispositivos de comunicação e mídia móveis, computadores pessoais e reprodutores de música digital portáteis.

Há oito anos seguidos, a Apple ocupa a primeira posição na lista das 100 maiores marcas do mundo feita pela consultoria Interbrand.

Mas antes da ascensão que fez da Apple uma das empresas mais poderosas e reconhecidas do mundo, houve um período conturbado, em que a empresa quase foi à falência.

A história da Apple remonta a 1976. Foi quando Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne deram início à empresa na garagem dos pais de Jobs, na Califórnia. Wayne sairia rapidamente da sociedade, ficando a dupla de Steves à frente do negócio.

Dez anos depois da fundação da empresa, Jobs foi forçado a deixar a Apple. Ele discordava das decisões do então CEO, John Sculley.

Fora da Apple, Jobs fundou a Next e a Pixar, sendo a última em parceria com a Disney.

Em dezembro de 1996, a Apple comprou a Next por US$ 400 milhões, trazendo Jobs de volta, como assessor do então CEO, Gil Amelio.

Jobs e equipe focaram em inovação. Emplacaram os sucessos iMac, iPhone, iPod e iPad. O “i” ele trouxe da Next. Para ele, a letra representava “internet”, “indivíduo” e “informação”.

Jobs morreu em 2011, aos 56 anos, em São Francisco, na Califórnia, vítima de câncer. Em seu lugar, assumiu o CEO Tom Cook, escolhido pelo próprio Jobs.

Ao longo de sua trajetória, a Apple investiu pesado em design e publicidade, construindo uma reputação e uma legião de fãs devotos à marca, a ponto de formarem filas na frente das lojas a cada lançamento de novo telefone.

A Apple (AAPL34) registrou uma receita de US$ 83,36 bilhões no 3TRI21, um crescimento de 29% se comparado com o mesmo período do ano passado. Apesar do aumento das receitas, os analistas de Wall Street esperavam um número maior, na casa de US$ 84,85 bilhões.

Amazon (AMZO34)

A Amazon, companhia fundada pelo bilionário Jeff Bezos, viu seu lucro líquido saltar 200% durante a pandemia. Com as pessoas em casa devido às medidas de isolamento social pela Covid-19, o consumo pela internet disparou e, claro, a gigante Amazon foi bastante beneficiada.

A história da Amazon está ligada a uma ideia fixa que Jeff Bezos, então vice-presidente de um fundo de investimentos de Wall Street, tinha aos 30 anos: abrir uma livraria online. Ele tinha acabado de completar um curso sobre como abrir uma loja de livros e acreditava, contra todas as opiniões e evidências, que a internet seria um ótimo canal de venda.

Pois foi atrás deste sonho que ele abandonou a zona de conforto e, em 1994, fundou, ao lado da esposa, a tal livraria, que receberia o nome de Amazon.

Em 30 dias de fundação, ele já estava presente em 45 países. Quatro anos depois, em 1998, estendeu os serviços a outros produtos – e começou a incomodar a concorrência. Vinte e seis anos mais tarde, ele é dono da maior loja virtual do planeta e segunda marca mais valiosa do mundo.

No ranking “Marcas Globais Mais Valiosas 2020”, da consultoria Interbrand, a Amazon só perde para a Apple, fundada por Steve Jobs, com quem, por muitas vezes, Bezos é comparado pelo espírito inovador e ousado, capaz de ditar tendências.

A Amazon (AMZO34) reportou no 3TRI21 lucro líquido de US$ 3,156 bilhões no terceiro trimestre, ou US$ 6,12 por ação, após ajustes. O resultado representa uma queda de 50,15% ante o lucro de US$ 6,331 bilhões de igual período do ano passado.

Alibaba (BABA34)

No Brasil, o Aliexpress é conhecido como o site chinês em que se acha de tudo, a preços muito baixos, mas que pode levar até três meses para entregar os produtos. Por trás do Aliexpress está o Alibaba Group, hoje um dos gigantes mundiais de tecnologia.

A história do Alibaba Group começa em 1999. Foi neste ano que Jack Ma fundou a empresa, apostando no potencial da internet para exportar produtos chineses para o restante do mundo. A aposta não poderia ser mais certeira.

Em 1995, Jack Ma foi pela primeira vez aos EUA e lá conheceu a internet. Ficou chocado ao descobrir que toda busca feita na rede excluía a China. E retornou disposto a incluir seu país na net.

Sua primeira empreitada foi um tipo de páginas amarelas sobre a China, onde se achava nome da empresa, endereço e contatos. Nas palavras do próprio Ma, o começo foi mesmo um desastre. A grande virada viria com um investimento de US$ 20 milhões do Softbank e o lançamento do alibaba.com, site business-to-business para conectar fabricantes chineses com o restante do mundo.

Em 2014, na estreia do Alibaba na bolsa de valores, foram levantados US$ 25 bilhões.

Entre as outras empresas do grupo, estão: Alibaba Cloud (de serviço em nuvem), Alimama (plataforma de monetização e marketing), Ding Talk (plataforma de trabalho remoto e colaborativo) e TaoBao (marketplace que atende somente a China).

Coca Cola Company (COCA34)

A Coca-Cola (COCA34) é uma das maiores e mais conhecidas companhias do mundo. Apesar de possuir um grande patrimônio, sofreu graves quedas em vendas e lucro com a pandemia de coronavírus. Com as vendas reduzidas, a companhia precisou adotar novas estratégias. Entre elas, a redução de seu portfólio, bem como investimentos e campanhas em aplicativos de entrega.

A Coca-Cola é uma multinacional que fabrica e vende bebidas. O seu produto mais conhecido é o refrigerante que leva o nome da marca. Além disso, mais de 600 outros itens são comercializados pela empresa. Com sede nos Estados Unidos, ela está presente em mais de 200 países, entre eles, o Brasil.

A ação da empresa é uma das mais procuradas pelos investidores, devido aos bons resultados alcançados.

A história da Coca-Cola começa em 1886, em Atlanta, nos Estados Unidos. Um farmacêutico criou um xarope contra má digestão à base de folhas de coca, cafeína e água. Assim, em 8 de maio, John S. Permberton deu origem à fórmula da bebida.

A comercialização do xarope acontecia na própria farmácia, onde Permberton misturava o produto com água com gás. Os clientes aprovaram a fórmula e passaram a demandar mais do produto.

O nome e o logotipo “Coca-Cola” são atribuídos a Frank Robinson, gerente da Pemberton Chemical Company. Assim surgiu a The Coca-Cola Company.

A Coca-Cola registrou fortes resultados no 3TRI21. O volume de bebidas vendido já está acima dos níveis de 2019, antes da pandemia do covid-19, e nos nove meses de 2021, acumulados até setembro, a companhia teve US$9,2 bilhões de fluxo de caixa ao acionista, um aumento de quase 50% sobre o mesmo período de 2020.

Walt Disney (DISB34)

A Walt Disney Company é uma multinacional de mídia e entretenimento que dispensa apresentações. Está sempre nas listas das marcas mais admiradas do planeta e é difícil achar quem não tenha alguma memória relacionada a ela, seja através de filmes, produtos ou turismo.

A Disney tem capital aberto na Nyse, a bolsa de Nova York.

A Walt Disney Studio foi fundada pelos irmãos Walt e Roy Disney, em 1923. O personagem Mickey Mouse, símbolo do grupo até hoje, nasceu em 1928. Mas não foi o primeiro. Antes dele, veio o coelho Oswald, bem parecido com Mickey, por sinal, e os curtas de animação “Alice Comedies”.

Mas o primeiro sucesso mesmo só viria em 1937, com “Branca de Neve e os sete anões”. Quase duas décadas depois, em 1955, a Disney inaugurava o seu primeiro parque temático, a Disneylândia, na Califórnia. Walt Disney faleceu em 1966.

O parque Walt Disney World, de Orlando, o mais relevante do grupo, foi inaugurado em 1971. Hoje, há parques da companhia na França, no Japão e em Hong Kong.

Nos anos 1990, a Disney viveria uma produção intensa de grandes sucessos da animação. Entre eles, “O Rei Leão”, “A Bela e a Fera” e “Aladdin”.

Também nos anos 1990, a empresa faz uma parceria com a Pixar, em “Toy Story”. A Pixar hoje pertence ao grupo, assim como Marvel, Lucasfilm, 20th Century Studios e os canais esportivos ESPN e Fox Sports.

Segundo relatório divulgado em 13 de setembro pelo BTG Pactual (BPAC11), é hora de comprar BDRs da Disney. Isso porque o momento atual é de retomada para as unidades de negócio da empresa. Segundo as projeções do consenso de mercado, o lucro líquido deverá mais do que dobrar em 2022, chegando a US$ 9 bilhões.

Facebook (FBOK34)

O Facebook é a maior rede social do mundo e seu faturamento vem, basicamente, de publicidade.

A história da maior rede social que já existiu acompanha a trajetória de seu principal fundador, Mark Zuckerberg. Mas também tem um brasileiro no enredo. O paulistano Eduardo Saverin fez parte do grupo de estudantes de Harvard que se uniu para dar forma ao aplicativo que revolucionaria a maneira como as relações sociais são firmadas e mantidas.

Foi no dormitório de uma fraternidade de Harvard que Zuckerberg, um geniozinho da computação, e sua turma lançaram o site Thefacebook. Compunham o grupo, além dos dois, Dustin Moskovitz, Chris Hughes e Andrew McCollum.

A rede social só funcionava, até então, no campus e era restrita aos estudantes da universidade. Mas a repercussão foi tamanha que, em um mês, Stanford, Columbia e Yale também já integravam a rede.

Em 2005, Mark Zuckerberg contrata Sean Parker, co-fundador da Napster, para assumir o setor financeiro do site. Foi dele a ideia de mudar o nome de Thefacebook para Facebook.

Hoje, Zuckerberg está na lista da Forbes como o oitavo mais rico do mundo, com fortuna estimada em mais de US$ 122 bilhões.

O Facebook também é dono de outros dois aplicativos de muito sucesso: WhatsApp e Instagram.

Recentemente a Facebook INC anunciou que criou a Meta, empresa controladora de todas as marcas do grupo. Ficam sob o comando da Meta o próprio Facebook, o Instagram, o WhatsApp e a empresa Oculus, especializada em realidade virtual.

O Facebook surpreendeu o mercado ao reportar lucro acima de US$ 9 bilhões no terceiro trimestre de 2021, conforme balanço, sendo uma alta de 17% ante o terceiro trimestre do ano anterior.

Alphabet (Google) (GOGL34)

Ferramenta de buscas online usada em 70% das pesquisas feitas na internet mundial, o Google é controlado pela Alphabet (GOGL34).

A história da empresa teve início em 1996, em um projeto de doutorado da Universidade de Stanford. Os doutorandos Larry Page e Sergey Brin buscavam criar um motor de busca um pouco diferente do mais usado até então, que era o Yahoo.

Page e Brin queriam que o resultado fosse baseado nas relações dos próprios usuários com as páginas visitadas e na qualidade dos links. Nascia, assim, o tão valorizado algoritmo do Google, que é um conjunto de operações que define a forma como os resultados da busca serão apresentados aos usuários.

Mas no princípio o Google não tinha este nome. Era chamado BackRub. Conta-se que o nome Google vem de um erro de digitação de Googol, que é o número 1 seguido de 100 zeros, um conceito utilizado para ilustrar valores muito grandes.

Em 2000, a busca do Google começou a ser monetizada em forma de anúncios. Os links dos anunciantes são colocados em destaque na pesquisa com o uso de certas palavras-chave. Hoje, o Adwords é o principal serviço de publicidade do Google e a principal fonte de receita da empresa.

A oferta pública inicial de ações (IPO) ocorreu em agosto de 2004. A empresa está listada na bolsa de valores Nasdaq sob o símbolo GOOG e na Bolsa de Frankfurt com o símbolo GGQ1.

Já a história da Alphabet tem início em 2015, quando o Google criou uma holding para separar os negócios relacionados à internet dos demais. Outras empresas fazem parte do conglomerado Alphabet: AdMob, DoubleClick, On2 Technologies, Picnik, Youtube, Zagat, Waze, Blogger, SlickLogin, entre outros.

A Alphabet, controladora do Google (GOGL34), divulgou o balanço referente ao segundo trimestre de 2021 (2TRI21), com um lucro por ação de US$ 27,26, acima dos US$ 19,34 esperados pelo mercado.

Mercado Livre (MELI34)

Uma empresa latino-americana faz sucesso junto às big techs da Nasdaq. E vem se destacando também entre os BDRs negociados na bolsa de valores brasileira. É a argentina Mercado Livre, que oferece soluções para compra e venda online.

O Mercado Livre foi fundado em 1999 pelo empresário argentino Marcos Galperín. Ele desenhou o plano de negócios da empresa durante seu MBA na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

No mesmo ano, a plataforma de vendas online passou a funcionar na Argentina. E também no Uruguai, no México e no Brasil. Em 2000, mais quatro países foram incorporados: Equador, Chile, Venezuela e Colômbia.

Diversos grupos financeiros fizeram aportes na empresa, que superaram os US$ 46 milhões. Em 2000, porém, veio a “bolha da internet”, quando diversas empresas online foram à ruína. O Mercado Livre sobreviveu, mas sentiu a crise.

Em 2001, o eBay, empresa americana de comércio eletrônico, comprou parte do Mercado Livre. Por cinco anos, as empresas foram parceiras na América Latina.

Dois anos depois, surgiu o Mercado Pago, meio de pagamento oferecido pelo Mercado Livre. Em 2007, o Mercado Livre abriu capital na Nasdaq, com ação sendo negociada a US$ 18 – hoje, supera os US$ 1,3 mil.

A empresa é avaliada em US$ 83,99 bilhões e está presente em 18 países entre os quais Argentina, Brasil, México, Colômbia, Chile, Venezuela e Peru.

O Mercado Livre (MELI34) reportou lucro líquido de US$ 68,2 milhões no 2TRI21. O resultado representa um crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado.

Microsoft (MSFT34)

A Microsoft é mais uma vez a companhia mais valiosa dos EUA, com valor de mercado alcançando US$ 2,5 trilhões.

A Microsoft abriu capital em 1986, na Nasdaq, EUA, com cotação de US$ 21 por ação. Hoje, é cotada a mais de US$ 300.

A Microsoft nasceu da união de Bill Gates e Paul Allen, amigos de colégio que dividiam o interesse por computadores.

Em 1975, os dois fundaram uma pequena empresa de garagem batizada de Microsoft – junção de microcomputer e software. O que eles queriam era desenvolver um software em linguagem BASIC para o computador Altair 8800 da IBM.

Em 1979, a empresa de Bill Gates foi contratada pela IBM para desenvolver um sistema operacional para um novo modelo de computador. Como não tinham uma solução completa, eles compraram o Q-DOS da Seattle Computer Products, e trabalharam em cima dele, aperfeiçoando-o e chegando ao MS-DOS.

Em 1985, Microsoft e IBM lançaram o Microsoft Windows 1.0. A parceria seguiria até 1992. A partir daí, Microsoft continuou sozinha. Em 1995, a empresa tem dois marcos importantes: o lançamento do Windows 95, sistema operacional completo para computadores pessoais, que dispensava o uso do MS-DOS, e o lançamento do navegador Internet Explorer. Dentro da família Windows, o mais recente é o 10.

Gates se aposentou do trabalho diário na Microsoft em 2008. O terceiro homem mais rico do mundo passou a se dedicar mais ao trabalho filantrópico e às pesquisas na área da saúde de sua Bill & Melinda Gates Foundation. Ele ainda detém 2% da empresa e segue no quadro de conselheiros da Microsoft.

A Microsoft (MSFT34) divulgou alta de 21% no 2TRI21 nas receitas quando comparado ao trimestre anterior. Assim sendo, a companhia acumulou no 2TRI21 US$ 46,15 bilhões enquanto analistas esperavam US$ 44,24 bilhões.

Tesla INC (TSLA34)

A fabricante de veículos elétricos Tesla está à frente de um negócio que deve ser o futuro do transporte nas grandes cidades, especialmente pelas preocupações crescentes com ESG (sigla em inglês para governança ambiental, social e corporativa).

A companhia tem como CEO o bilionário Elon Musk.

Apesar de a Tesla sempre remeter à figura folclórica de Musk, não foi ele quem fundou a empresa. Ela nasceu em 2003 a partir do trabalho de dois colegas: Martin Eberhard e Marc Tarpenning.

Os dois fundaram a startup em Palo Alto, na Califórnia. E a batizaram em homenagem a Nikola Tesla, cientista com diversos estudos ligados à corrente elétrica e ao fornecimento de energia. Segundo eles, Tesla não recebeu o merecido reconhecimento da história.

Mas o começo não foi financeiramente fácil. Foi longo o percurso até chegar à conclusão de que o melhor modelo de veículo não poluente seria o elétrico.

Entrou em cena então Elon Musk. Foi dele o primeiro aporte financeiro da Tesla, de US$ 7,5 milhões de dólares, em 2004. Musk passaria a presidir o conselho da empresa. Hoje, é CEO.

Musk nasceu em 1971, na África do Sul, filho de uma modelo e nutricionista e de um engenheiro. Aos 12 anos, já programava seus próprios jogos eletrônicos. Aos 17 anos, ele decidiu estudar física e economia na Queen’s University, em Ontário, Canadá. De lá, mudou-se para os Estados Unidos.

A Tesla (TSLA34) registrou um lucro líquido recorde no segundo trimestre de 2021: US$ 1,14 bilhão. O valor representa um montante 10 vezes superior ao registrado no mesmo período de 2020, com US$ 104 milhões.