Opinião: Chegou a hora de separar os liberais dos liberalóides

É um erro defender o liberalismo e ao mesmo tempo concordar com as intervenções de Trump na economia americana.

Filipe Teixeira
Filipe Teixeira é redator do Portal EuQueroInvestir. Gremista, filho dos anos 80, apaixonado por filmes, música, política e economia.É também Coordenador da área de Marketing do EuQueroInvestir.com e do EuQueroInvestir A.A.I assessores de investimentos.Me envie um e-mail: filipe.teixeira@euqueroinvestir.com Ou então uma mensagem por WhatsApp: (51) 98128-5585 Instagram: filipe_st
Reunião entre Paulo Guedes e Jair Bolsonaro

Crédito: Presidente da República, Jair Bolsonaro durante reunião com o Ministro da Economia, Paulo Guedes.

Entre as mais variadas ideologias dominantes no mundo moderno, o liberalismo foi a primeira a surgir e a única cujas ideias ainda predominam até hoje. Durante o século XX, o liberalismo derrotou dois de seus maiores rivais: o fascismo e o comunismo.

A queda do Muro de Berlim, em 1989 simbolizou a vitória da chamada democracia liberal e desde então, todos parecem procurar por um liberal para chamar de seu.

Fernando Henrique recorreu a Gustavo Franco. Lula, “chamou o Meirelles” e por um tempo, contou com os serviços de Marcos Lisboa. Temer reativou Meirelles, depois que Dilma soterrou nosso crescimento econômico – sem contar com um liberal, diga-se de passagem –  e Bolsonaro foi atrás de Paulo Guedes.

Convém lembrar que a doutrina liberal transcende os aspectos econômicos.

Daí temos suas derivações, o liberal-democrata, liberal-progressista, liberal-conservador, libertário e até mesmo os “liberalóides”, tão em moda atualmente.

A palavra “liberal” virou um prefixo genérico, quase uma peça publicitária em campanhas políticas para agradar seus eleitores, de modo que hoje em dia, ser um liberal, pode significar qualquer coisa.

A eterna síndrome de vira lata, fez milhares de liberais “Faria Lima Elevators” vestirem seus bonés “Make América Great Again”, enquanto bebem café em suas xícaras que evocam, ironicamente, o socialismo de Iphone.

Mal sabem eles, que nos Estados Unidos, o liberalismo é  muito mais associado a alguém de esquerda, defensor da liberdade de comportamento (em especial sexual), enquanto aqui no Brasil, remete à “ser de direita”, defensor da liberdade de mercado, ou “neoliberal”, como tenta impor pejorativamente a esquerda brasileira.

Donald Trump é atualmente a vedete dos liberalóides, incluindo o próprio presidente Jair Bolsonaro (que de liberal nunca teve nada) e o mais interessante, é que Trump rasga, diariamente, páginas e mais páginas do manual liberal, sob aplausos histéricos dos liberalóides.

As frequentes intervenções (ou tentativas de) na política do FED, as constantes sobretaxas aos produtos chineses, a proibição à empresas americanas de buscarem mão de obra em outros países e a mais nova guerra comercial declarada à zona do euro, são exemplos típicos de uma política intervencionista, que fere constantemente a liberdade econômica.

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Quem faz a automática associação do conservadorismo com o liberalismo, portanto, está tão errado quanto quem defende o “socialismo de iphone”.

O extenso preâmbulo, encaminha o atual receio dos mercados, de que os mais relevantes Bancos Centrais parecem até aqui, serem incapazes de responder à iminente ameaça de recessão, como pudemos observar no dia de ontem.

É verdade que tudo pode ser amenizado com os dados americanos de seguro desemprego e indicadores do setor de serviços e encomendas à indústria, que saem hoje. Amanhã é dia de conferir os dados do pay roll (principal indicador econômico do mercado financeiro).

Mas também é verdade que o momento e as recentes medidas de Trump, colocam os liberalóides contra a parede:

Ou defendem o modelo liberal, ou seguem apoiando as presepadas do presidente americano.

As duas coisas juntas, não dá.

Cobertor curto

Por aqui, o governo tem a dura missão de desvendar a indesvendável solução para o mal do cobertor curto. Explico: Senadores e deputados estão brigando por maiores fatias sobre o megaleilão do pré-sal, marcada para 06 de novembro (coincidentemente, o aniversário deste que vos fala) que deve arrecadar cifras superiores a R$100 bilhões.

O governo tenta costurar uma medida provisória para definir a partilha dos recursos. Os Senadores querem repasses iguais para Estados e municípios, enquanto os deputados, defendem a ideia de um repasse maior aos municípios, por meio de emendas.

Rodrigo Maia, o Botafogo, já correu na frente e afirmou que uma proposta via medida provisória seria um desrespeito do executivo para com o legislativo, que poderia inclusive, incorrer em crime de responsabilidade.

Paulo Guedes, o liberal raiz, tem a dura missão de agradar a gregos e troianos, uma vez que depende de ambos, para aprovar a Reforma da Previdência, já bastante castigada se pensarmos que a proposta inicial, visava uma economia de R$1.2 trilhões e já se encontra em R$800 bilhões e encaminhar a pra lá de atrasada Reforma Tributária, na Câmara, além de fazer andar sua agenda de privatizações, que historicamente revira o estômago da classe política em Brasília.

Chegou a hora de separar os homens, dos meninos ou ainda: Os liberais, dos liberalóides.

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