Opep vê demanda reduzida por petróleo, mas com melhora até fim do ano

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Felipe Dana/Agência Petrobras/Divulgação

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgou seu relatório mensal nesta quarta-feira (17). A projeção de queda para a demanda global da commodity para este ano permanece em 9,1 milhões de barris por dia (bpd). O motivo é a crise global afetada pelo coronavírus.

Mas para o segundo semestre a demanda global deve ter uma recuperação gradual até o fim de 2020. Contudo, a projeção é que a demanda ainda caia em 6,4 milhões de barris por dia no segundo semestres no comparativo com o mesmo período de 2019.

Assim, a projeção é que o consumo total de petróleo neste ano deverá ter média de 90,06 milhões de bpd.

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“Atividades de fabricação serão reduzidas em comparação com o ano anterior,  o que limitará os pedidos de combustível industrial”.

Segundo a Opep, a matéria-prima deve sofrer também com o menor consumo pelo usuário final de plásticos. “Considerando as grandes incertezas no futuro, novos dados e desenvolvimentos podem justificar novas revisões no curto prazo”, disse a instituição.

Opep projeta 3,7 milhões de barris para o Brasil

Para o Brasil, a expectativa é de que o país oferte 3,73 milhões de barris por dia para este ano. Este é o mesmo volume apresentado no relatório mensal de maio da Opep. Assim, deve haver uma elevação da atividade petrolífera de 190 mil bpd em relação a 2019.

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O relatório da Opep ressalta ainda que o Brasil foi impactado pela pandemia de várias maneiras. Dado que as taxas de infecção por Covid-19 no Brasil continuam aumentando a Opep prevê que a economia permaneça sob bloqueio seletivo nas próximas semanas, situação que pode se arrastar até o final do ano.

A expectativa de pico das taxas de infecção foi adiada de junho para o início do terceiro trimestre de 2020. “Mercados de trabalho e consumo, bem como todos os investimentos continuarão impactados e espera-se que isso prejudique a recuperação no 3T20 com apenas mais alguma aceleração no 4T20”.

Dada a piora da situação da Covid-19 no Brasil, o risco econômico do país está inclinado negativamente, diz a Opep. “Atualmente, prevê-se que a economia se recupere em certa medida no segundo semestre, mas esse salto não deve compensar o maior declínio do primeiro semestre. Há também o risco contínuo de que as tensões políticas continuem. E que as infecções por Covid-19 não terão pico nas próximas semanas, tornando menos provável a recuperação até o fim do ano”, diz a Opep.