Opep confirma acordo para corte de 10 milhões de barris diários na produção

Paulo Amaral
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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou, na quinta-feira, que chegou a um acordo com seus aliados para fazer um corte na produção diária de petróleo.

Segundo o G1, o objetivo do corte, estabelecido em 10 milhões de barris de petróleo por dia, é ajudar na sustentação dos preços diante da crise causada pela pandemia de coronavírus.

A redução começará a valer no próximo dia 1 de maio e terá a duração de 60 dias – dois meses.

O impasse em torno da questão se estendia desde o começo de março, quando a Arábia Saudita e a Rússia não entraram em acordo sobre o corte da produção e iniciaram uma guerra de preços.

Os países passaram a debater a necessidade de reduzir a oferta de petróleo quando as contaminações pelo coronavírus começaram a se espalhar e afetar a economia global.

O objetivo ée vitar uma queda maior das cotações, frente à redução acentuada da demanda.

Novas reduções

A Opep informou ainda que já está prevista uma nova redução na produção diária de petróleo, de 10 milhões para 8 milhões diários, a partir de julho.

Esse novo corte terá duração programada até dezembro de 2020 e, a partir desta data, a ideia é diminuir para 6 milhões de barris diários por um período bem mais longo: de janeiro de 2021 a abril de 2022.

Forte queda

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em forte queda na quinta-feira, sendo negociados a US$ 31,48 o barril – redução de 4%.

O petróleo dos Estados Unidos também recuou: US$ 2,33 a menos (9,3%), caindo para US$ 22,76 o barril.

A Opep informou em comunicado que haverá uma nova reunião virtual no dia 10 de junho para avaliar as condições do mercado e eventuais mudanças de rumo.

Estados Unidos

O presidente Donald Trump, que na última quarta-feira afirmou que “por muitos anos odiou a Opep”, deve se pronunciar nesta sexta-feira, após reunião do G20, a respeito do acordo.

Segundo a CNBC, o presidente norte-americano considera a indústria de energia do país “tremendamente poderosa” e não quer que milhares de cidadãos percam o emprego.

Por conta disso, os Estados Unidos, que tiveram uma média de produção de 12 milhões de barris de petróleo por dia em 2019, estariam estudando uma queda de 15% no segundo trimestre de 2020 e outra, de 12%, no terceiro.

Segundo a CNBC, várias empresas da Bacia do Permiano estão solicitando uma audiência com a Comissão Ferroviária do Texas, o regulador, para determinar os cortes obrigatórios na produção.

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