Opep cogita corte de 500 mil barris por dia para conter efeitos do coronavírus

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) começou a se mobilizar para conter a queda das matérias-primas em decorrência ao surto de coronavírus e Arábia Saudita já pressiona por um corte de 500 barris ao dia a fim de conter os preços.

É o afirmam fontes ouvidas pela agência EFE. Nesta terça-feira, 4, e na quarta-feira, 5, os grandes produtores se reúnem em Viena, e discutem os impactos da epidemia e as recomendações que deverão levar à próxima reunião da Opep+ (que reúne os membros da Opep e a Rússia), no início de março.

Em dezembro, para manter os preços, os países do grupo concordaram com um corte adicional na produção, de 1,2 milhão para 1,7 milhão de barris por dia.

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Queda nos preços

Na segunda, 3, os preços dos barris Brent e Texas (referência na Europa e nos EUA) caíram 5% e quase 2%, respectivamente, sendo os níveis mais baixos desde janeiro do ano passado.

“Se a China paralisar suas atividades, haverá uma queda na demanda por petróleo, e ela automaticamente influenciará os mercados futuros”, afirmou Juan Carlos Higueras, analista econômico e professor da EAE Business School, uma das fontes ouvidas pela EFE.