Onyx Lorenzoni diz que governo começa a pagar auxílio emergencial de R$ 600 nessa terça (7)

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / Rádio Gaúcha / Zero Hora

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), garantiu nessa segunda-feira (6) que o governo federal pretende começar a pagar nessa terça-feira o auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais que possuem conta na Caixa. O projeto foi aprovado de maneira unânime no Senado Federal no último dia de março e sancionado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), quatro dias depois.

A informação de Lorenzoni foi dada em entrevista à Rádio Gaúcha.

Para os clientes do Banco do Brasil, o ministro disse que o dinheiro estará disponível na quarta-feira (8): “espero ter o pagamento já a partir de terça-feira para quem tem conta na Caixa. Vamos no fim da tarde dizer qual horário. Temos que ver esse volume, que vai oscilar entre 15 e 20 milhões de pessoas para saber quantos são clientes da Caixa. Essa mesma listagem vai rodar Caixa e Banco do Brasil para estar na conta de milhões de pessoas na quarta. Já na quarta já pode transferir”.

Aplicativo

Como informado na sexta-feira (3), o governo pretende usar um aplicativo para dispositivos móveis, desenhado especificamente para identificar os trabalhadores informais que não estão em nenhum cadastro do governo, como o CadÚnico, mas têm direito de receber o auxílio emergencial.

Como prometido, o aplicativo estará disponível nessa terça-feira.

Onyx Lorenzoni disse que o aplicativo está nos ajustes finais para a liberação: “esperamos que o aplicativo estando ok hoje, rode bem amanhã. Estamos esperando no mínimo 1 milhão (de usuários) no dia. Talvez seja um dos aplicativos mais baixados do mundo. Temos que conversar com todas as operadoras para não cair”.

Essa é preocupação principal dos usuários: que o aplicativo seja robusto o suficiente para atender a alta demanda.

Fim da quarentena

Um dos maiores embates entre o presidente Bolsonaro e os governadores e prefeitos está na questão da quarentena e do isolamento social. Bolsonaro acha que só os idosos e pessoas do grupo de risco devem ficar isolados. A Organização Mundial da Saúde (OMS), o ministério da Saúde e até mesmo o Exército brasileiro discordam do presidente.

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Mas o embate pode estar próximo de se encerrar. Pelo menos é o que acredita Onyx Lorenzoni.

O ministro da Cidadania defendeu a possibilidade de diminuição da quarentena após a Páscoa, desde que o fim do isolamento seja feito de forma gradual e equilibrada, segundo informa o portal UOL: “estou dando minha opinião, nunca fiquei em cima do muro. Eu sempre tenho lado e eu defendo isso, claramente. Com responsabilidade, de maneira gradual, vamos retomando as atividades. Uma parcela não é teoricamente suscetível ao vírus para ser hospitalizado. Na medida que você tem o grupo de risco. Todo mundo está remoto, eu estou aqui. Sou comandante e tenho que dar exemplo. Essa é minha missão, tive que explicar isso em casa, para a família. Temos que caminhar com base no equilíbrio e bom senso”.

Ele seguiu falando para a Rádio Gaúcha: “tem serviços essenciais. Se para a indústria química, para a produção de remédios. Tem um conjunto de atividades que os governos têm que dar total cobertura, mas as pessoas têm que continuar produzindo. Tem que se alimentar, ter medicamentos. O primeiro passo vai para o essencial e depois abre outros setores. Temos que cuidar dos idosos, família em revezamento para levar alimento. Temos que proteger os nossos, cada um tem o seu dever”.

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