ONU prevê perdas de US$ 32 bilhões para o Reino Unido sem acordo no Brexit

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Unsplash

Um estudo econômico elaborado pela ONU (Organização das Nações Unidas) mostrou que os britânicos podem perder até US$ 32 bilhões em exportações para a União Europeia, caso não seja concluído o acordo sobre o Brexit. As informações são da Agence France-Presse. 

O estudo, feito pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (CNUCED), revelou que as perdas equivalem a 14% das exportações britânicas pela UE.

A CNUCED divulgou um comunicado comentando a questão: “As perdas causariam um duro golpe para a economia britânica, já que o mercado da UE representa 45% das exportações”.

Total de exportações

Em 2018 foi realizado o mesmo estudo pelos economistas da ONU: as exportações do Reino Unido totalizaram US$ 450 bilhões de dólares. Quase metade desse número corresponde às exportações que chegam a UE.

Se não houver o acordo, após o Brexit os produtos de origem britânica podem ser penalizados com um aumento nas tarifas.

Se houver um aumento nas tarifas para os britânicos, isso iria representar perda de exportações que oscilam entre US$ 11,4 bilhões a US$ 16 bilhões. 

Mais dados sobre o estudo da ONU

O estudo da ONU indicou também que sem um acordo haverá consequência negativas para alguns países da UE. A Irlanda, por exemplo, pode ter perdas de 10% nas exportações. 

Segundo o estudo, mesmo que seja assinado um acordo de livre comércio entre Londres e Bruxelas, junto aos da UE, Canadá e Japão, haverá uma queda. As exportações britânicas podem recuar 9%.

Entretanto, se o Brexit fechar o acordo, haverá oportunidades para países em desenvolvimento, que exportam para o mercado britânico mas em menor grau para a União Europeia. 

Segundo o estudo da ONU, as exportações dos países em desenvolvimento podem aumentar em até 4%, para o mercado britânico — principalmente nos setores de agricultura, alimentos e bebidas, madeira e papel.