OMS vê longo caminho na guerra contra o coronavírus: “Pandemia ainda não acabou”

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução / YouTube

“Temos um longo caminho pela frente”. Com essa declaração impactante em entrevista coletiva nesta sexta-feira (1), Maria van Kerkhove, diretora-técnica da OMS (Organização Mundial da Saúde), expressou sua preocupação com a crise do coronavírus.

Segundo van Kerkhove, a luta para colocar um fim aos problemas causados pela Covid-19 ainda está apenas no começo, apesar de alguns países já considerarem relaxar as medidas de isolamento.

“Precisamos nos manter com humildade”, pediu a diretora-técnica, que ganhou apoio de especialistas que atuam de forma independente. “A pandemia ainda não acabou”.

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Impacto nos países pobres

A coletiva contou também com a participação de Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, e reforçou a preocupação da entidade com os países mais pobres, principalmente na América do Sul e na América Central.

Tanto Tedros quanto Michael Ryan, diretor de operações da entidade, confirmaram que muitos países destas regiões estão “apresentando tendência de alta” e que “algo precisará ser feito em termos de monitoramento”.

Apoio a OMS

O Comitê de Emergência Sanitária voltou a se reunir nesta sexta-feira e elaborou um documento com mais de 20 recomendações para a OMS e para os governos.

Segundo o comitê, que reúne especialistas independentes, é hora de países como Estados Unidos e Brasil, críticos do trabalho da Organização Mundial da Saúde, reverem seus conceitos.

“Governos precisam apoiar a OMS. Só temos uma OMS e estamos no meio de uma pandemia”, ponderou o órgão, em comunicado.

Entre as recomendações do comitê estão o aumento de esforços para apoiar países mais frágeis economicamente, além de garantias no fornecimento de alimentos à população.

O documento também recomenda que seja devolvida uma estratégia para que o transporte aéreo volte à normalidade.

Didier Houssin, presidente do Comitê de Emergência da OMS, confirmou que os desafios seguem enormes e rotulou a pandemia de coronavírus de “terrível emergência sanitária”.

Segundo Houssin, a volta do transporte aéreo à normalidade “restabelecerá a confiança entre os governos”.

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