OMS pode declarar Estado de Emergência Global – Morning Call

Filipe Teixeira
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução / YouTube

Mais um dia “daqueles”. Essa é a expectativa para essa quinta-feira, que marca, entre outras coisas, o dia em que o número de casos confirmados do coronavírus (7.711), superou os 5.327 registrados pelo SARS, a última epidemia que deixou o mundo de cabelo em pé, também com origem em território chinês.

O presidente americano, Donald Trump, anunciou ontem que prepara uma força tarefa para tentar frear a escalada da doença e a Organização Mundial da Saúde já cogita declarar estado de emergência global, medida tomada quando um evento com implicações para a saúde pública ocorre de maneira inesperada, superando as fronteiras do país de origem e demandando uma ação internacional imediata.

A medida foi adotada anteriormente em apenas 5 ocasiões: em 2009, durante a epidemia da gripe H1N1, em 2014, durante a propagação do vírus causador da poliomielite, outra vez em 2014, para conter um surto de ebola no oeste da África, em 2016 com o zika vírus aqui no Brasil e por fim, no ano passado, mais uma vez frear o quadro severo de mortes causadas pelo Ebola, no Congo.

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No pior das hipóteses, é estimado que o impacto deste risco de epidemia global, custe aos chineses, cerca de 1% do crescimento de seu Produto Interno Bruto em 2020, o que levaria a China a crescer algo em torno dos 5% este ano.

O discurso “moderadamente otimista” de Jerome Powell ontem, deixou o mercado ainda mais receoso em torno do quadro evolutivo da doença e é claro, sobre as consequências para o crescimento global, que na visão do FMI, já dava pinta de enfrentar dificuldades, antes mesmo da confirmação do primeiro caso do coronavírus.

E é neste cenário que os EUA divulgam hoje os dados referentes ao PIB do quarto trimestre. Qualquer resultado que comprometa a projeção de 2,1% de crescimento para o ano de 2019, deve piorar e muito, o sentimento dos investidores, o que deve se refletir nas bolsas.

Por aqui, a agenda econômica nos reserva a leitura do IGP-M, que deve confirmar uma inflação bem mais comportada, refletindo a estabilização no preço das carnes. Na mediana, se espera uma evolução de 0,54% no indicador divulgado pela FGV.

Na política, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deu mais um indício de que está em franca campanha política para tentar entrar para o time do executivo em 2022: em palestra promovida pelo Credit Suisse, além de cobrar maior engajamento do governo sobre a privatização da Eletrobras, Maia estimou que a Reforma Tributária seja aprovada em abril e aproveitou a ocasião para “fritar” dois ministros de Bolsonaro.

Sobre Weintraub, da educação, Maia foi enfático: “o País não tem futuro com um ministro da educação desses. Já sobre Ricardo Salles, do meio ambiente, afirmou que o ministro “perdeu as condições de ser um interlocutor”.

Maia, que não dá ponto sem nó, certamente vislumbra algo “ali na frente” ao promover este novo enfrentamento com o poder executivo, nos resta saber agora, o que está por trás desta postura.