Omega (OMGE3) lança plataforma eletrônica de venda de contratos no mercado livre

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução/Unsplash

A Omega Geração (OMGE3) lançou nesta terça-feira (8) uma plataforma eletrônica de venda de contratos no mercado livre de eletricidade. As informações são da Reuters.

No mercado livre, grandes consumidores, como indústrias e comércios, podem negociar diretamente com produtores e distribuidoras.

“O objetivo é aproximar quem produz, que somos nós, que temos ativos eólicos, solares e pequenas hidrelétricas, do cliente final”, disse à Reuters o presidente do grupo Omega, Antonio Bastos Filho.

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“Isso de uma forma mais estruturada e com maior intensidade”, ressaltou.

“É uma plataforma digital para negociar energia com clientes menores”, explicou.

Isso deve dar mais capacidade de vender energia para um número maior de clientes, com competitividade.

Mercado livre

De acordo com a Reuters, “para atuar no mercado livre, empresas precisam ter carga de energia a partir de 0,5 megawatt”.

isso representa uma conta de luz na casa de R$ 40 mil por mês, disse Bastos Filho.

O presidente da Omega salientou que muitos dos empresários que poderiam acessar esse segmento não têm conhecimentos avançados sobre o mercado de energia.

Por isso, a plataforma já ganha importância, facilitando as transações.

“Na plataforma da Omega, os interessados entram com informações sobre seu perfil de consumo e recebem em seguida uma oferta vinculante de venda de energia da empresa, em proposta de contrato com 100% de flexibilidade para os volumes consumidos”, reportou a Reuters.

Público-alvo da Omega

Basicamente consumidores livres de médio e pequeno portes, com carga de entre 0,5 megawatt e 3 megawatts estão entre o público-alvo da plataforma.

São redes de supermercado, por exemplo, disse Bastos Filho.

“Isso representa um mercado de R$ 8 bilhões em empresas que já estão no mercado livre”, calcula.

Além disso, “uns R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões em outros que não estão, mas poderiam ir”.

Expansão do mercado de energia

A plataforma aparece em um momento em que o Brasil discute uma reforma no setor elétrico que reduziria limites para atuação no mercado livre de energia.

“Se aprovada a proposta, em tramitação no Congresso, o governo teria quatro anos para apresentar plano prevendo que todos consumidores, inclusive residenciais, possam negociar livremente sua energia, ao invés de terem distribuidoras obrigatoriamente como único fornecedor, como ocorre hoje”, informa a Reuters.

Para Bastos Filho, está nesses clientes residenciais, com pouco conhecimento técnico do setor, o principal vetor para uma expansão mais significativa da plataforma digital da Omega.

“O principal crescimento desse negócio é na hora em que o mercado livre expandir”, afirmou.

“A gente passa de um mercado de uns R$ 10 bilhões para R$ 100 bilhões ou mais”, especulou.

Ou seja, a proposta é que qualquer consumidor do Brasil possa comprar expansão marginal de usinas renováveis.

Cade aprova operação

No final de julho, a Eletrobras (ELET3 ELET5 ELET6) aprovou as ofertas vinculantes realizadas pela Omega para aquisição da totalidade da participação da elétrica em dois parque eólicos no Rio Grande do Sul.

A Eletrobras tinha fatias nas Sociedades de Propósito Específico (SPEs) correspondentes a 78% do capital social da Eólica Santa Vitória e 99,99% do capital social das SPEs Hermenegildo I, Hermenegildo II, Hermenegildo III e Chuí IX.

Essas participações constituem os chamados Lotes 1 e 2, respectivamente.

O valor da proposta recebida para o Lote 1 foi de R$ 434,460 milhões.

Para o Lote 2, R$ 134 milhões.

O valor pode ser acrescido em até 15% dependendo da geração futura de energia.

Netsa terça, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a operação.

Oferta pública da Omega

Na semana passada, dia 2 de setembro, a empresa precificou a oferta de ações em R$ 896,9 milhões.

É o equivalente a R$ 38,25 por papel.

Serão emitidas 23.450.027 novas ações ordinárias da Omega.

Com o aumento, o capital social passou para R$ 3,764 bilhões, dividido em 193.582.957 ações ordinárias.