A Omega Geração (OMGE3) ampliou seu prejuízo em 5 vezes no segundo trimestre de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado.
No 2TRI21 o prejuízo foi de R$ 159,6 milhões contra um prejuízo de R$ 30,7 milhões no 2TRI20.
A empresa ressalta que os preços de curto-prazo de energia (PLD) no 2T21 ficaram mais de 200% acima dos preços do 2T20 e a vazão média das bacias hidrográficas do Brasil ficou 36% abaixo da média histórica.
“Tal cenário hidrológico foi acompanhado por incertezas regulatórias que poderiam ser tomadas pelo governo para fazer frente à crise hídrica e, consequentemente, fizeram com que os preços de curto e longo prazo fossem precificados de forma distorcida versus as curvas de aversão ao risco. Fundamentalmente, não acreditamos que o MTM em 30 de junho reflita o valor justo de nossas posições, mas, como sempre, marcamos diligentemente essas posições a mercado com base em nossas políticas de risco e contabilização”.
O resultado financeiro líquido atingiu -R$ 188,1 milhões no 2TRI21, 6% acima do 1TRI21.
Omega Geração (OMGE3): principais números do balanço do 2TRI21
Prejuízo líquido
- Prejuízo 2TRI21: R$ 159,6 milhões
- Prejuízo 2TRI20: R$ 30,7 milhões
Ebitda ajustado
- Ebitda 2TRI21: R$ 180 milhões
- Ebitda 2TRI20: R$ 135,4 milhões
Receita líquida
- Receita 2TRI21: R$ 396,5 milhões
- Receita 2TRI20: R$ 201,5 milhões
Receita cresce 97%
A empresa registrou alta de 97% na receita líquida do 2TRI21.
Assim, a Omega Geração (OMGE3) passou de uma receita de R$ 201,5 milhões no 2TRI20 para R$ 396,5 milhões no 2TRI21.
O resultado, segundo a empresa, foi devido principalmente ao aumento de 33% nos preços médios de curto prazo.
Ebitda da Omega sobe 33%
O Ebitda ajustado da companhia cresceu 33% entre abril e junho.
O indicador passou de R$ 135,4 milhões para R$ 180 milhões no 2TRI21.
Já a margem Ebitda ajustada caiu de 74,3% para 64,3% no 2TRI21.
Os custos e Despesas Recorrentes (sem depreciação) da Omega atingiram R$ 91,8 milhões no 2TRI21, o valor ficou 103% acima do 2TRI20. O resultado, segundo a companhia, é devido principalmente aos custos não recorrentes em Chuí (33% do aumento), dos custos de manutenção geral do Complexo Delta (33% do aumento) e dos reajustes de inflação nos contratos de O&M (10% do aumento).
Geração de 3 mil GWh no semestre
Após um forte desempenho no 1TRI21, o portfólio da Omega apresentou um resultado um pouco mais fraco em termos de geração de energia no segundo trimestre, ficando abaixo do centro da projeção em 3,7%. No 2TRI21 foram gerados 1.501 GWh.
A Omega encerrou o 1º semestre com geração de 3.048,9 GWh, em linha com o centro da projeção da empresa de 3.060 GWh.
O recurso no Nordeste ficou abaixo das expectativas durante o 2T21 em função de um mês de maio mais chuvoso.
Entretanto, o recurso solar ficou acima das expectativas em Pirapora e o recurso eólico em Chuí foi substancialmente maior do que o esperado (13% acima do P50), diz a empresa.
“No geral, estamos satisfeitos com o desempenho acumulado no ano, uma vez que os recursos ficaram em linha com nossas estimativas e pudemos realizar todas as principais manutenções para permitir uma sólida produção ao longo da safra de ventos que se inicia no segundo semestre”, afirma a empresa no balanço.