OMC aponta que Brasil foi o país que mais abriu seu mercado em 2018

Dados publicados pela OMC (Organização Mundial do Comércio) mostram que o Brasil foi considerado o país que mais adotou medidas de abertura de seu mercado à produtos estrangeiros, isso no período de outubro de 2017 até o mesmo mês em 2018. Além disso, a organização destaca uma certa proliferação da adoção de medidas protecionistas mundo afora e faz uma alerta para que os países promovam iniciativas no sentido de “desacelerar” a tensão.

Késia Rodrigues
Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por tecnologia, investimentos e viagens.

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[box type=”info” align=”” class=”” width=””]Ao longo do governo de Michel Temer, o Brasil adotou um total de 16 medidas que visam facilitar o comércio. Entre elas estão a redução das tarifas de importação, a suspensão de determinadas barreiras e, também, a concessão de incentivos a exportadores. O governo fez cortes no imposto de importação de alguns produtos. Esse é o caso, por exemplo, de vacinas e alguns remédios, além de bens de capital, produtos químicos e outros setores.[/box]

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Assim, pode-se dizer que uma a cada 10 medidas de facilitação do comércio adotadas no mundo em 2018 partiu do governo brasileiro.

Esse fato mostra uma profunda reviravolta sobre as conclusões tiradas pela OMC acerca do comportamento do Brasil até o ano de 2014, época me que o país era o líder entre os governos mais protecionistas do mundo.

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Ao longo do período de avaliação, o Canadá adotou somente uma medida para facilitar o comércio, o mesmo número de medidas adotado pela União Europeia. A China adotou seis medidas, já os Estados Unidos adotaram apenas duas medidas ao longo de todo o ano.

Nesse mesmo período, o governo brasileiro deu início a apenas nove investigações de antidumping, resultado inferior ao apurado em anos anteriores (12 em 2017 e 15 em 2016). Esse resultado é bem distante daquele apurado nos EUA, pois deram início a mais de 40 medidas antidumping ao longo de 2018.

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[box type=”info” align=”” class=”” width=””]Ainda no Brasil, o governo impôs 10 taxas antidumping entre os anos de 2017 e 2018, número inferior às 14 medidas que foram adotadas no período anterior. Nesse caso, a liderança é da Índia com 43 medidas. O governo de Donald Trump segue logo atrás com 34 medidas adotadas.[/box]

O comportamento do governo brasileiro vai na contramão de uma tendência em todo o mundo, com a aceleração da adoção de medidas protecionistas e a formação de uma guerra comercial entre a China e os EUA. O diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, apresentou seu informe em Genebra e mostrou um “aumento significativo” na cobertura do comércio mundial que é afetado por barreiras.

O documento apesentado por Azevêdo é o primeiro levantamento com dados completos acerca das medidas adotadas em todo o mundo após o início da tensão entre as grandes potências. De acordo com ele, a adoção de medidas restritivas e as incertezas que essas ações geram são fatores que podem ameaçar a recuperação econômica. Assim, terminou o seu discurso pedindo que todos os membros façam o uso de todos os meios disponíveis para desescalar essa situação.