Diretor-Geral da OMC adverte G20 sobre medidas que podem levar à escassez de alimentos

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação/Facebook

O Diretor-Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) alertou os países do G20 que medidas descuidadas para conter a propagação do coronavírus podem levar à escassez de alimentos, em uma reunião virtual com os ministros da Agricultura do G20, nesta terça-feira (21).

O Diretor-Geral, Roberto Carvalho de Azevêdo disse que o comércio internacional sofreu vários golpes durante a pandemia de coronavírus, especialmente no setor de alimentos e agricultura. Os impactos mais fortes foram na oferta e na demanda, em conjunto com maiores restrições de viagens e controle nas fronteiras.

Atualmente, mesmo com estoques de itens básicos em níveis elevados, o DG advertiu que “devemos evitar medidas que possam mudar a perspectiva atual e levar à escassez de oferta no futuro”.

Azevêdo reforçou a importância de assegurar que os alimentos permaneçam fluindo dos países com superávit para os países com déficit, sublinhando que “três bilhões de pessoas dependem do comércio internacional para sua segurança alimentar”.

O Diretor-Geral disse que os líderes do G20 e os ministros do Comércio ressaltaram a relevância de manter os mercados internacionais abertos para artigos médicos e alimentos essenciais e destacaram que quaisquer medidas restritivas referentes ao coronavírus devem ser “direcionadas, proporcionadas, temporárias e transparentes”. Azevêdo ainda insistiu que os governos do G20 “liderem pelo exemplo da transparência”.

Por fim, Azevêdo encerrou suas observações solicitando uma cooperação reforçada para assegurar que “os mercados internacionais continuem sendo vistos como uma fonte confiável de suprimento de alimentos”. “A crise da saúde COVID-19 já é uma grande crise econômica e social. Não vamos adicionar uma crise de segurança alimentar. ”

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