OI (OIBR4 OIBR3) negocia venda exclusiva com TIM, Claro e Telefônica

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação

A Oi (OIBR4 OIBR3) informou nesta sexta-feira (7) que passou a tratar com exclusividade, com o consórcio TIM, Claro e Telefônica, para a venda de suas operações móveis.

O acordo visa garantir segurança e celeridade às tratativas em curso entre as partes e permitir que, sendo satisfatoriamente finalizadas as negociações dos documentos entre as partes, a Oi tenha condições de pré-qualificar as Proponentes, na condição de “stalking horse”, para participarem do processo competitivo de alienação da UPI Ativos Móveis, garantindo assim o direito de cobrir (“right to top”) outras propostas recebidas no referido processo.

O acordo tem vigência inicial até o dia 11 de agosto de 2020 e será renovado automaticamente por períodos iguais e sucessivos.

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O consórcio Telefônica/Claro/Tim ofereceu R$ 16,5 bilhões pelos ativos móveis da operadora.

TIM (TIMP3), Vivo (VIVT4) e Claro já haviam formado um grupo e ofereceram proposta conjunta, e primária, à Oi.

No entanto, a  americana Highline, empresa de infraestrutura de comunicações controlada pela gestora americana Digital Colony, fez outra proposta pela operação móvel da Oi (OIBR3).

O valor não foi divulgado. A proposta era de exclusividade com a Oi.

Diz a nota da Telefônica desta segunda: “A apresentação da oferta revisada reafirma o interesse da companhia em relação à aquisição [da Oi Móvel), considerando a larga experiência global que possui no setor de telecomunicações.”

Disputa

O valor especificado pelo consórcio para aquisição das operações de telefonia móvel era menor que o da proposta da Highline, de acordo com a Oi.

O grupo tinha prioridade na concorrência, mas, correndo por fora, a Highline chegou ao páreo e as negociações balançaram.

Na noite de ontem, o consórcio subiu a proposta e reforçou: “A seleção das ofertantes como “stalking horse” (‘primeiro proponente’) inclui o direito de oferecer valor maior do que eventual proposta apresentada por terceiro (‘right to top’) no processo competitivo de venda do negócio móvel do Grupo Oi.”

A Oi fatiou suas operações e, para a unidade de telefonia móvel, a companhia pede exatamente R$ 15 bilhões.