Oi (OIBR3) vai votar pacote de R$ 79 milhões à direção e conselho

Angélica Weise
Jornalista formada pela UNISC e com Mestrado pela UFSM. Escreve sobre tecnologia, política, criptomoedas e atualidades.
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Crédito: Reprodução/Wikipedia

Mesmo após registrar um prejuízo superior a R$ 9 bilhões no ano passado, a administração da Oi (OIBR3) irá propor uma remuneração anual aos administradores e membros do conselho fiscal no total de R$ 79,137 milhões.

Prevista para ir à votação em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGOE) no dia 30 de abril, a empresa informou que os valores globais propostos para o conselho de administração e diretoria são, respectivamente, 43,8% e 58,2% superiores aos aprovados em 2019.

Ano passado, foram aprovados os valores de R$ 59,887 milhões de remuneração, dos quais R$ 43,993 milhões eram destinados à diretoria; R$ 14,675 milhões ao conselho de administração; e R$ 1,218 milhão ao conselho fiscal.

Entretanto, os valores praticados, referentes a 2019, somaram R$ 64,458 milhões, sendo R$ 55,722 milhões à diretoria; R$ 7,682 milhões ao conselho de administração; e R$ 1,054 milhão ao fiscal.

Segundo a empresa, os valores superiores na comparação anual ocorrem pelos seguintes motivos:

  • Não implementação do plano de incentivos de longo prazo para o Conselho de Administração;
  • Desligamento do ex-diretor presidente Eurico Teles, em conformidade ao termo de transição aprovado pelo Juízo da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, no âmbito do processo de Recuperação Judicial.

Valores

Conforme a proposta dos R$ 79,137 milhões que, caso aprovados, serão pagos aos administradores e membros do conselho fiscal são divididos da seguinte forma:

  • Até R$ 69,610 milhões (diretoria estatutária);
  • Até R$ 8,249 milhões (conselho de administração);
  • Valor mínimo previsto na Lei 6.404/76 (conselho fiscal).

Dentro do pacote da diretoria estatutária, a divisão proposta dos valores ficou assim estabelecida:

  • Até R$ 38,413 milhões, como parcela recorrente do pacote de remuneração dos diretores estatutários. Esta parcela recorrente engloba as seguintes componentes: remuneração fixa, bônus executivo, incentivos de longo prazo, retenção executiva, benefícios e respectivos encargos sociais;
  • Até R$ 31,197 milhões, como parcelas extraordinárias relativas a verbas rescisórias e respectivos encargos sociais já pagos em função da saída Teles, do cargo de CEO.

Mesmo com a alta nos valores globais, a empresa ressalta que os R$ 38,413 milhões previstos no pacote de remuneração da diretoria é 12,7% inferior ao valor aprovado pela AGOE de 2019 – quando o montante é comparável.

Outro lado

Sobre o corte de salário, a Oi informou que, em decorrência de obrigações previstas na lei trabalhista e das cláusulas previstas no plano de recuperação judicial, cumpriu a rescisão contratual de Teles, que saiu da companhia em janeiro deste ano, após quase 40 anos trabalho.

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(Com Rodrigo Petry)