Telefonica (VIVT4): proposta de consórcio pela Oi traria equilíbrio, diz CEO

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Crédito: OI (OIBR3): proposta de consórcio traria equilíbrio, diz executivo

A proposta de consórcio de operadoras por ativos da Oi (OIBR3 OIBR4) traria equilíbrio ao segmento.

A afirmação é do CEO da Vivo, Christian Gebara, para quem esse movimento de mercado geraria equilíbrio de concorrência mais adequado.

O negócio envolve a formação de consórcio por parte da TIM (TIMP3), Vivo e Claro objetivando aquisição da unidade de serviços móveis da Oi pela quantia de R$ 16,5 bilhões.

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Ele conversou com analistas na manhã desta quarta-feira na conferência de resultados da Telefônica.

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OIBR3: divisão igualitária

De acordo com analistas financeiros, os ativos adquiridos seriam divididos igualmente pelas três operadoras para, assim, evitar questionamentos regulatórios, uma vez que um quarto competidor – a própria Oi – estaria saindo do mercado.

Para eles, uma alternativa seria distribuir os clientes de forma que as três integrantes do consórcio terminassem o processo com percentuais de market share similares.

Vivo

De acordo com Gerbara, a Telefônica Brasil tem um balanço sólido e um endividamento mínimo, o que dá à companhia condições de entrar no negócio.

Ele disse que a aquisição das operações, mesmo em consórcio, serviria para complementar o portfólio de frequências da multinacional espanhola no Brasil.

Highline

A principal concorrente do consórcio é a Highline do Brasil, provedora de infraestrutura para a indústria de telecomunicações, que não atua diretamente na prestação de serviços para o consumidor final.

OI (OIBR3): proposta de consórcio traria equilíbrio, diz executivo

Telefônica Brasil

Em fato relevante, a Telefônica Brasil informou que pretende criar uma empresa independente de infraestrutura, com rede neutra.

A iniciativa deve contar com participação de sócio financeiro ou industrial.

5 milhões de domicílios

A nova empresa de fibra ótica anunciada hoje pela Telefônica Brasil (dona da Vivo) tem a meta de levar a rede para cinco milhões de domicílios nos próximos quatro anos.

O negócio já nascerá com um tamanho significativo, pois a Vivo colocará a sua rede de 1,8 milhão de casas passadas à disposição da nova empresa.

O novo negócio será composto por três sócios. A holding Telefônica e a subsidiária Vivo, além de um sócio com perfil financeiro ou da própria indústria.

A estratégia da Telefônica em desenvolver uma rede neutra de fibra para oferta no atacado é a mesma da anunciada há algumas semanas pela Oi, que, por sua vez, colocou à venda praticamente todos os seus ativos (redes móveis, torres e data centers).

Paulo Guedes, BB, FMI, Covid-19

Paulo Guedes

Ministro da Economia, Paulo Guedes está desde cedo em uma série de reuniões com gestores e executivos do mercado de telecomunicações.

Também com ministros e secretários executivos para tratar de assuntos pertinentes ao segmento.