Oi (OIBR3): análise de venda pode levar um ano; veja outros destaques

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Crédito: Oi (OIBR3): Juízo do Rio nega nulidades

O processo de fatiamento e venda da Oi (OIBR3) poderá ficar em análise pelo período de um ano nos órgãos de defesa da concorrência.

Segundo estimativas do mercado, a operadora perderia cerca de R$ 3,3 bilhões no período.

Isso porque o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deverá usar o prazo máximo, de 330 dias, para analisar a operação.

De acordo com o Valor Econômico, o período de quase um ano pode representar um prejuízo adicional de bilhões de reais, tornando o negócio ainda mais complicado.

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Operadora Oi.

Vale (VALE3) vai ressarcir INSS em R $ 129 mi

A Vale (VALE3) fechou acordo com a Advocacia Geral da União (AGU) e vai ressarcir o INSS em R$ 129 milhões por Brumadinho.

O valor inclui ou reembolsa os pagamentos já feitos a funcionários da Vale e seus dependentes (273 benefícios, aposentadorias por invalidez, acidente-acidente, auxílio-doença e pensões por morte, por exemplo) e antecipa os que ainda são concedidos, que usam 90% do total.

Esse tipo de processo é usado quando se busca obter o reembolso de despesas com benefícios concedidos a partir de acidentes de trabalho provocados pelo desrespeito, por parte de empregadores, normas de segurança e saúde no trabalho.

De acordo com a AGU, este é o maior acordo extrajudicial do tipo na história do INSS, informou o Valor.

REUTERS/Pilar Olivares

Mineradora Vale.

Grupo Soma vai as compras

O Grupo Soma, dono das grifes Animale e Farm, cujas ações começaram a ser negociadas em bolsa na semana passada, tem uma lista de 33 marcas de moda como potenciais aquisições.

Entretanto, apenas 5 ou 6, cerca de 20%, realmente são avaliadas como possíveis marcas estratégicas para comprar em um curto prazo.

Neste grupo, uma minoria pertence à Inbrands, empresa de moda mais afetada pela crise e que busca interessados ​​em algumas de suas redes, e no Restoque, em recuperação extrajudicial.

Sócios da Elo cogitam IPO

Os bancos sócios da bandeira de cartões Elo deram largada nas discussões para uma eventual oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do negócio.

Lançada em 2011 como uma alternativa às rivais internacionais Visa e Mastercard, a empresa é resultado de uma sociedade entre Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Conforme o Estadão, a possibilidade de listá-la na Bolsa veio a público no início do ano. À época, os acionistas defendiam o amadurecimento do negócio.

Agora, o assunto andou com o empurrão do pagamento do auxílio emergencial, que impulsionou a plataforma digital na qual a Caixa tem como parceira a Elo.

Socorro financeiro privado supera o BNDES

O socorro financeiro privado direcionado às empresas durante a pandemia superou o montante disponibilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES).

Para o mercado financeiro, houve demora por parte do agente público em tomar medidas mais abrangentes contra o agravamento da crise.

Segundo o Valor, no início da pandemia, quatro setores receberam sinais de que teriam auxílio do governo: aéreo, automotivo, varejo não alimentício e elétrico.

Até agora, só as distribuidoras de energia obtiveram empréstimo de R$ 14,8 bilhões, sendo 29% do BNDES, que coordenou a operação, e 71% de um pool de bancos.

Para se ter ideia, as montadoras teriam obtido R$ 16 bilhões de crédito em bancos privados. A Via Varejo concluiu oferta de ações superior a R$ 4 bilhões em junho.

Já a Lojas Americanas aprovou emissão de debêntures no valor de R$ 500 milhões e a Soma teve sucesso em IPO de mais de R$ 1 bilhão.

Bancos testam apetite por ações de carteira do BNDES

BNDES.

Setor privado já respira

O setor privado de saneamento deverá ampliar sua participação no mercado já em 2020, após anos estagnado.

A fatia das empresas poderá subir dos atuais 5,2% de municípios atendidos para 6,9%, apenas a partir da realização de 12 licitações já com editais publicados.

O levantamento é da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), informou o Valor.

A expansão será ainda maior caso saiam do papel grandes projetos em estruturação, como o da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae).

Também há previsão para estruturação de outras concessões estaduais no Amapá, Acre e Rio Grande do Sul.

A participação do setor privado no mercado tem se mantido estável desde ao menos 2015, na faixa nos 6%, segundo o panorama anual da Abcon.

A judicialização e o saneamento

Nos últimos anos, quase metade dos editais de concessões de água e esgoto sofreram com suspensões ou cancelamentos.

Isso por conta de questionamentos administrativos e judiciais, segundo o panorama da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon).

A análise, que considerou 107 editais publicados entre 2015 e 2019, descobriu que 14% deles foram cancelados e que 32% tiveram paralisações.

Mesmo nos casos em que houve retomada, a percepção das empresas é que a insegurança jurídica nos processos afasta os investidores.

O motivo para as incertezas são editais mal elaborados, com fragilidades que abrem margem para impugnações judiciais e interferências das prefeituras.

Abastecimento de água atinge 99,6% dos municípios; esgoto apenas 60,3%

Saneamento.

Guedes tenta emplacar nova CPMF

Por apoio à nova CPMF, o ministro da Economia, Paulo Guedes, vai propor cortar à metade tributos sobre salários.

A proposta prevê corte de 8% para 6% do valor dos salários depositados nas contas do FGTS, a redução de 20% para 15% da alíquota paga ao INSS, e um corte nos encargos pagos ao Sistema S

Segundo o Estadão, atualmente as empresas pagam uma alíquota de 20% sobre os salários como contribuição à Previdência. A proposta é reduzir esse peso de encargos para 10%.

Relator da reforma tributária da Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) rechaçou a possibilidade de aumento da carga tributária e a recriação de um imposto no modelo da CPMF.

“É um negócio que temos de ter um cuidado porque essa tentação de aumento de carga tributária nos remete a um ambiente medieval, daquele rei que quando vê necessidade manda criar mais um imposto”, disse o parlamentar em live do Valor.

O ministro da Economia, Paulo Guedes. fala à imprensa no Palácio do Planalto

Ministro Paulo Guedes.

Fachin revoga decisão de Toffolie e Onyx reconhece caixa 2

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou ontem a decisão de acesso à Procuradoria Geral da República (PGR) aos dados das tarefas da Operação Lava-Jato em Curitiba, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A PGR anunciou que vai voltar a funcionar.

Já o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, adotou a prática de caixa dois em 2012 e 2014 e pagou R $ 189 milhões em troca do arquivamento da investigação da qual era o alvo.

Ele firmou um acordo de não penalização com a Procuradoria Geral da República (PGR).

Coronavírus

De acordo com dados do consórcio de imprensa, até ontem, os números referentes à pandemia de Covid-19 no Brasil eram os seguintes:

Casos confirmados: 2.751,665;

Recuperados: 1.912,319;

Mortes: 94.702