Oi (OIBR3 OIBR4) esclarece questões do plano de venda de ativos

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Oi/Divulgação

A Oi (OIBR3 OIBR4) divulgou novo fato relevante nesta quarta-feira (17) para esclarecer dúvidas após o anúncio de terça-feira sobre o aditamento ao plano de recuperação judicial que irá incluir a Oi Móvel. Segundo a empresa, o aditamento prevê a segregação de quatro Unidades Produtivas Isoladas distintas.

Elas compreendem ativos, passivos e direitos das recuperandas associadas à operação móvel (UPI de ativos móveis), infraestrutura passiva (UPI torres e UPI data center) e operação de redes de telecomunicações (UPI InfraCo). Assim, com a operação, a Oi espera arrecadar R$ 22,8 bilhões.

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Segundo a Oi, a UPI InfraCo será composta por 100% das ações de emissão da SPE InfraCo. Ela reunirá ativos de infraestrutura e fibra relacionados às redes de acesso e transporte do Grupo Oi já aportados em seu capital. Haverá ainda novos investimentos em infraestrutura que ainda   serão realizados, tendo como objetivo, assim, a aceleração dos investimentos na expansão das suas  redes de fibra ótica, a partir de estrutura de capital mais flexível e eficiente e maior possibilidade de captação e utilização de novos recursos.

A Oi está em processo de estruturação da SPE InfraCo. O capital será composto de ações ordinárias e preferencias, até o limite de 50% do capital composto por ações preferenciais.

O aditamento ao PRJ prevê a transferência do controle da SPE InfraCo através de processo  competitivo. Ele garantirá ao vencedor 51% das ações ordinárias da InfraCo. Assim, a participação poderá representar entre 25,5% e 51% do capital total da companhia.

A transferência de controle será feita mediante pagamento de uma parcela secundária de R$ 6,5 bilhões. Assim, essa parcela mínima representará 25,5% do capital total da companhia.

 

Oi teve prejuízo no primeiro trimestre

No relatório divulgado nesta terça-feira, a Oi reportou prejuízo líquido de R$ 6,254 bilhões no primeiro trimestre de 2020. No mesmo período de 2019, a companhia apresentou lucro líquido de R$ 679 milhões.

Já o Ebitda (lucro antes juros, impostos, amortização e depreciação) da operadora para o primeiro trimestre de 2020 foi de R$ 1,89 bilhões. Os números refletem uma queda de 27,4% sobre a base anual, com R$ 2,615 bilhões no primeiro trimestre de 2019.

Ao mesmo tempo, a receita líquida total entre janeiro e março de 2020 também apresentou queda, em 6,9%. Passando de R$ 5,08 bilhões no primeiro trimestre de 2019 para R$ 4,7 bilhões no mesmo período de 2020.

O resultado financeiro líquido da Oi totalizou despesas de R$ 6,476 bilhões no trimestre. Nos três primeiros meses de 2019, o resultado financeiro foi de R$ 202 milhões.