Oi (OIBR3 OIBR4): credores aprovam aditamento a plano de recuperação

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Oi/Divulgação

Os credores da Oi reunidos em assembleia virtual nesta terça-feira (8) aceitaram a proposta de aditamento ao plano de recuperação judicial da companhia.

Após assembleia que durou cerca de 12 horas, a proposta foi aprovada por 99,86% dos credores trabalhistas e 100% do credor com garantia real, o BNDES.

A aprovação dos credores sem garantia real foi de 96,84%.

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Eram 5.194 credores cadastrados para a assembleia.

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Venda de ativos

O plano prevê o fatiamento das operações e a venda de ativos, entre eles a telefonia móvel, que ficará com as concorrentes TIM (TIMP3), Vivo (VIVT4) e Claro.

Também estava prevista a venda de parte da rede de fibra óptica InfraCo, além de torres e data centers.

A assembleia da Oi aprovou oferta da Piemonte pela operação dos data centers.

O objetivo da Oi é se tornar uma empresa de infraestrutura e investir na oferta de fibra ótica para serviços de banda larga e redes neutras de internet móvel 4G e 5G.

Na reestruturação a companhia pretende levantar R$ 27 bilhões, o que deve ajudar a equacionar a dívida da empresa.

Bancos credores como Caixa, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander estavam resistentes ao plano e chegaram a tentar impedir na justiça a realização da assembleia.

O motivo é que o aditamento ampliava os descontos no pagamento das dívidas.

De acordo com o BDM, durante a reunião, o presidente da Oi, Rodrigo Abreu, detalhou o novo projeto e afirmou que o objetivo é criar a maior empresa de infraestrutura de telecomunicações do país.

A Oi fez novo ajuste no plano e reduz deságio a credores para 55% a 50% (na proposta inicial era de 60% a 55%).

Em fato relevante publicado depois do final da assembleia, a Oi informa que o aditamento do plano será submetido à homologação na 7ª. Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde corre o processo.

A companhia afirmou também que a diretoria acredita que o aditamento aprovado atende a  “todas as partes interessadas de forma equilibrada e garante a viabilidade operacional, maior flexibilidade e eficiência financeiras e  a  sustentabilidade  das  recuperandas”, com  a execução do PRJ e do Plano Estratégico de Transformação, o reposicionamento da companhia e a criação de valor para todos os seus stakeholders.

Oferta vinculante

Ontem, a Oi informou ter aceitado a oferta vinculante do consórcio formado pelas concorrentes Tim, Telefonica Vivo  e Claro pela operação de telefonia móvel e a qualificou como “stalking horse”.

Assim, a oferta de R$ 16,5 bilhões oferecida pelas concorrentes servirá de base para o leilão.

Essa qualificação também possibilita que as empresas tenham o direito de cobrir eventuais outras propostas que surgirem no leilão, previsto para outubro. Vivo, Tim e Claro devem dividir a base de clientes móveis da Oi entre si.

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