Oi (OIBR3) dá exclusividade à Highline em oferta por ativo móvel; ação sobe 15%

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
1

Crédito: Divulgação

A Oi (OIBR3) comunicou na noite de quarta-feira (22) que fechou acordo de exclusividade com a Highline do Brasil, controlada da americana Digital Colony.

Assim sendo, a Highline se apresentou com a melhor oferta vinculante, acima do preço mínimo de R$ 15 bilhões para a aquisição da unidade móvel da operadora.

“Pelo acordo, a companhia concedeu à Highline exclusividade para, observados os termos e condições previstos no acordo e mantidos os termos econômicos da proposta vinculante apresentada, negociar os documentos e anexos relativos à oferta”, informou o comunicado.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

Perto das 13h40, as ações ON da companhia (OIBR3) subiam 15,67% e as PN (OIBR4) tinham alta de 7,69%. Já as ações da Tim (TIMP3) recuavam 8,18% e da Telefônica Vivo (VIVT4), -4,35%, e estavam entre as maiores quedas da bolsa. As duas companhias, junto com a Claro, estão na disputa pelo negócio.

Segurança

O acordo visa garantir segurança e celeridade às tratativas em curso entre as partes. Além disso, vai permitir que a Oi tenha condições de pré qualificar a Highline, na condição de “stalking horse”.

Com isso, tem o intuito de garantir a participação da Highline no processo competitivo de alienação da UPI. Além de assegurar o direito de cobrir outras propostas recebidas no referido processo.

Inicialmente, o acordo de exclusividade tem vigência até o dia 03 de agosto de 2020, podendo ser prorrogado mediante acordo entre as partes.

No sábado (18), TIM (TIMP3), Telefônica (VIVT4) e Claro anunciaram ao mercado que fizeram uma oferta conjunta, e se apresentaram como “stalking horse” (primeiro proponente).

Direito de preferência pela Oi

Isto garantia, na prática, o direito de preferência para cobrir a melhor oferta apresentada no processo, estimada em R$ 15 bilhões.

Vale destacar, ainda, que também no sábado, a OI recebeu proposta da Highline para aquisição de suas torres de transmissão de radiofrequência por R$ 1,07 bilhão.

O valor foi estabelecido com base na receita líquida dos sites de telecomunicação.

A proposta se referia às suas subsidiárias integrais Telemar Norte Leste S.A. e Oi Móvel S.A., ambas em recuperação judicial.