Oi (OIBR3) altera aditamento de plano e valor da InfraCo

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Crédito: Oi (OIBR3): companhia altera plano de recuperação e valor da InfraCo

A Oi (OIBR3) alterou a proposta de aditamento do plano de recuperação por conta da ampla demanda pela UPI InfraCo, em fase preliminar do processo de venda.

Por conta disso o valor de firma (EV) mínimo da SPE InfraCo passou a R$ 20 bilhões, informou a companhia na manhã desta sexta-feira (14) em teleconferência de resultados.

Significa dizer que os interessados também devem assumir compromisso de pagamento da parcela secundária mínima de R$ 6,5 bilhões.

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Também reduzir uma parcela primária de até R$ 5 bilhões, para garantir o pagamento de R$ 2,426 bilhões em dívida da SPE InfraCo com as recuperandas e execução do plano de investimentos planejado.

Essa atualização da RJ já havia sido repassada ao mercado na madrugada desta sexta-feira em fato relevante.

O documento mostra que o aditamento também prevê que interessados em participar do procedimento competitivo de alienação da UPI Ativos Móveis terão a possibilidade de celebrar com as recuperandas ou suas coligadas um contrato de prestação de serviços de transmissão de dados na modalidade “take-or-pay” pelo prazo de 3, 5 ou 10 anos.

Além disso, o valor presente dos pagamentos resultantes do respectivo contrato comporá o valor total do preço de aquisição da UPI Ativos Móveis, em adição ao valor mínimo de R$ 15 bilhões a ser pago em dinheiro por 100% das ações de emissão da SPE Móvel.

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OIBR3: Rodrigo de Abreu

CEO da Oi, Rodrigo de Abreu disse que a companhia está adequando tudo o que é possível para estar de acordo com a Anatel.

Entretanto, não há estimativa de prazo quanto a liberação para venda por parte do órgão regulador.

No decorrer da apresentação, o executivo informou, ainda, que quanto à UPI Torres, a Highline foi qualificada como “stalking horse” no processo de alienação.

Em razão disso, o preço mínimo foi alterado de R$ 1 bilhão para R$ 1,066 bilhão.

Já o aditamento prevê ainda a possibilidade de formação da UPI TVCo para alienação do negócio de TV por assinatura.

A companhia informou que estabeleceu o encerramento da recuperação judicial para 30 de maio de 2022.

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OIBR3: TV por assinatura

A Oi pretende vender a operação de TV por assinatura.

No aditamento do plano de recuperação, a companhia anunciou a intenção em uma transação – de TV por DTH e IPTV – de R$ 20 milhões

A operadora prevê a possibilidade de criação de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI) do negócio de TV por assinatura, a TV Co.

O negócio transfere para a compradora toda a base de clientes, ativos e passivos do serviço prestado com tecnologia DTH, incluindo a capacidade do satélite SES-6 e contratos de conteúdo. A companhia mantém contrato com a SES válido até 2027.

A compradora também assumiria o negócio de TV por assinatura IPTV, prestado pela rede da Oi Fibra.

Nesse caso, a Oi deve permanecer com a propriedade das plataformas e equipamentos e ficaria com 50% da receita líquida do serviço prestado.

A Oi também manteria as plataformas de OTT (Oi Play), vendendo apenas os serviços prestados pelo Serviço de Acesso Condicionado (SeAC).

Oi

OIBR3: volume de clientes

De acordo com dados da Anatel de junho de 2020, a Oi tem 1,49 milhão de acessos de TV por assinatura, representando cerca de 9,8% do mercado.

Destes, 95% dos clientes utilizam a tecnologia DTH, enquanto apenas 75 mil assinantes usam IPTV por fibra óptica.

Se um negócio for concretizado pelos R$ 20 milhões, a compradora da InfraCo iria pagar cerca de R$ 13,50 por acesso.

Nos resultados financeiros do 2° trimestre, a Oi revela que o serviço DTH trouxe R$ 371 milhões em receita líquida no período, queda de 13,3% na comparação anual.

OIBR3: resultado

Conforme o balanço, a companhia registrou no segundo trimestre deste ano prejuízo líquido consolidado de R$ 3,409 bilhões no critério atribuído aos controladores.

O dado é 118,7% pior do que no mesmo intervalo do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado de rotina da companhia caiu 15%, para R$ 1,359 bilhão, e a margem ficou em 29,9% ante 31,4% há um ano.

Já a receita líquida consolidada foi de R$ 4,544 bilhões, 10,8% menor do que no mesmo período do ano passado.

Na operação Brasil somou R$ 4,490 bilhões, queda de 11,0%, ao passo que as operações internacionais (África e Timor Leste) cresceram 19,7% para R$ 54 milhões.

Veja a OIBR3 versus Ibov em seis meses: