Ofertas no mercado de capitais atingem R$ 198 bi até maio, alta de 54,1%

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Foto: Ranking de investimentos

As ofertas no mercado de capitais alcançam R$ 198 bilhões entre janeiro e maio deste ano, volume 54,1% maior do que no mesmo período de 2020.

De acordo com dados do Boletim de Mercado de Capitais, da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), apenas em maio, o volume de emissões foi de R$ 55 bilhões, montante 31,9% maior do que o registrado em abril.

Renda fixa: debêntures

As debêntures lideraram as emissões de maio, somando recursos na ordem de R$ 23,3 bilhões. O volume representa 42,5% do total registrado no mercado de capitais no período. No acumulado do ano, as ofertas de debêntures chegam a R$ 78,9 bilhões.

“Em maio do ano passado a insegurança era maior, já que estávamos nos primeiros meses da pandemia de Covid-19. Se compararmos o resultado de agora com o daquele momento, o volume captado nos primeiros cinco meses de 2021 foi cerca de duas vezes maior”, afirma José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima.

Entre os destinos dos recursos captados pelas debêntures em 2021, a maior parte foi para capital de giro (31,3%) e investimentos em infraestrutura (18,8%), representando praticamente metade do montante. Quanto ao perfil dos subscritores das ofertas, permanecem sendo, em sua maioria, intermediários e demais participantes ligados à oferta (46,5%) e fundos de investimento (33,7%).

Renda fixa: CRIs e CRAs

Os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) tiveram em maio o maior volume de ofertas deste ano: R$ 3,8 bilhões. Em 2021, o montante de operações chega a R$ 10,9 bilhões, o que representa alta de 67,7% sobre o mesmo período de 2020. Entre os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), as ofertas de maio atingiram R$ 1,8 bilhão e no ano somam R$ 6,6 bilhões (avanço de 134,1% sobre igual intervalo de 2020).

Renda variável

As operações de renda variável alcançaram R$ 10,3 bilhões no mês. Após abril não ter registrado nenhum IPO, em maio foram encerradas quatro ofertas iniciais, somando R$ 5,4 bilhões. No ano, os IPOs já movimentaram R$ 26,2 bilhões, enquanto os follow-ons (ofertas subsequentes) chegam a R$ 21,9 bilhões.

Entre os subscritores das ofertas de ações, mais da metade são fundos de investimento (50,8%), seguidos pelos investidores estrangeiros (35,1%).

A participação relativa de pessoas físicas entre os subscritores nos primeiros cinco meses do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, caiu de 13,5% para 6,1%.

Fundos Imobiliários

Considerados produtos híbridos entre renda fixa e variável, os Fundos Imobiliários também tiveram performance positiva em maio, captando R$ 4,2 bilhões — o que representa aumento de 55,3% em comparação a abril.

O valor total no ano chega a mais de R$ 21 bilhões, contra R$ 15,4 bilhões em 2020.

Mercado externo

No mercado externo foram registradas duas emissões de bônus em maio, somando US$ 1,4 bilhão, fazendo com que o acumulado em 2021 superasse o volume alcançado no mesmo período de 2020: US$ 8,95 bilhões contra US$ 8 bilhões.