Ofertas de ações somam R$ 5,8 bilhões em janeiro

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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As empresas brasileiras foram responsáveis por movimentar R$ 5,8 bilhões em ofertas de ações durante o mês de janeiro. Segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o montante representa a maior parcela (30,5%) do total de emissões no mercado de capitais no período, que chegou a R$ 19 bilhões (volume este que representa alta de 20,7% em relação a janeiro de 2020).

O destaque nas operações de renda variável foi para os follow-ons (ofertas subsequentes), que registraram R$ 5,3 bilhões.

Os IPOs (ofertas iniciais de ações) somaram R$ 486 milhões.

Para os próximos meses, já estão em análise 42 novos IPOs.

“Essa fila de emissões aguardando para sair mostra que a alta no mercado de ações verificada no ano passado pode continuar ao longo de 2021”, afirma José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima.

Fundos de investimento em primeiro lugar

Entre os interessados na compra das ações colocadas em mercado durante janeiro, os fundos de investimento se sobressaíram: ficaram com 54,2% do volume total.

Em segundo lugar, estão os investidores estrangeiros e institucionais, com parcelas de 25,5% e 18,7%, respectivamente.

“O apetite dos fundos foi importante para manter o mercado de renda variável aquecido em 2020. É mais um fator derivado dos juros baixos, que incentivam a procura por papéis com maiores oportunidades de retorno”, completa Laloni.

FIIs captam R$ 4,1 bilhões

Os Fundos Imobiliários (produtos considerados híbridos entre renda fixa e variável) mantiveram a performance positiva registrada desde 2018.

Em janeiro, captaram R$ 4,1 bilhões. Assim, foi um resultado 74,5% acima do verificado no ano passado (R$ 2,4 bilhões).

Na renda fixa, as captações com debêntures chegaram a R$ 4 bilhões em janeiro. Ou seja, queda de 37,2% em relação ao primeiro mês de 2020.

Os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) também tiveram resultados menores do que no ano passado. Acumularam R$ 1,2 bilhão e R$ 200 milhões, respectivamente, contra R$ 2,3 bilhões e R$ 1,1 bilhão no ano passado.

Captações no mercado externo

As captações das companhias brasileiras no mercado externo somaram US$ 5,2 bilhões, contra US$ 5,7 bilhões em janeiro de 2020.

Do total, US$ 4,7 bilhões corresponderam a operações de dívida (bonds) e US$ 512 milhões de renda variável.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo.