Odontoprev (ODPV3) tem início de cobertura com compra do UBS

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Odontoprev

O UBS divulgou seu primeiro relatório sobre a Odontoprev (ODPV3), a maior operadora de atendimento odontológico do Brasil, com recomendação de compra para o ativo. A última cotação da empresa no pregão de quarta-feira (08) foi de R$ 15,01. O valor está abaixo do preço-teto recomendado para compra pelo banco suíço, de até R$ 17.

A estimativa dos analistas é de que a Covid-19 impactará até o fim do ano em R$ 150 milhões nos custos da Odontoprev. Mas a projeção de lucro para este ano é de R$ 376 milhões. Ou seja, 12% acima do mercado.

Porém, a expectativa para o fim de 2021 será 2% menor se levado em conta o impacto da Covid-19 e uma base de beneficiários mais fraca na sequência.

 

Atraente oportunidade para compra

Embora o cenário de recessão implique pressão na base de beneficiários da Odontoprev, o UBS espera que o segmento seja fracamente atingido. O resultado deverá ser um ligeiro aumento nas margens Ebitda de 2020/2021 da Odontoprev.

“Acreditamos que as operadoras de seguros odontológicos devem se destacar dentre os serviços de assistências médica durante a pandemia. Isso decorre da menor procura pelos serviços durante o isolamento social, com menos pacientes em geral”, diz o relatório.

Os analistas do UBS, Vinicius Ribeiro e Gustavo Piras Oliveira acreditam que a Odontoprev “ofereça uma atraente oportunidade de compra, considerando o crescimento, a qualidade, e um ROIC (Retorno Sobre Capital Investido) consideravelmente alto”.

 

E qual a expectativa para o pós-pandemia?

À medida que a economia se recupere, a expectativa do UBS é que a Odontoprev perca mercado no segmento corporativo devido à venda cruzada de seguros de saúde. Mas o uso individual dos serviços distribuídos por bancos pode levar a um crescimento, com impacto nas margens Ebitda.

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A projeção é de um declínio curto de 3% na base de beneficiários até o fim de 2021. Mas no longo prazo, a expectativa é de aumento de 3% da CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta).

Para o fim de 2020 a expectativa é de diminuição de 294 mil benefícios (-4%). Mas os números devem voltar a crescer em 2021, em cerca de +1% (65 mil novos beneficiários).

“Nossas premissas para o segmento individual são baseadas no portfólio atual da empresa, mais focado no segmento de alta renda. Nós acreditamos que produtos mais acessíveis podem impulsionar o crescimento. Porém temos informações limitadas sobre este possível tipo de oferta por parte da Odontoprev e do Bradesco.

 

Recuperação do PIB vai beneficiar Odontoprev

A equipe de macroeconomia do UBS estima uma recuperação do PIB no Brasil para o fim de 2021. Apesar de a melhoria estar atrelada aos resultados do final de 2020, a expectativa é que a volta da retomada de empregos beneficie a Odontoprev.

“Esperamos que crescimento de beneficiários conforme melhore a dinâmica dos seguros de saúde. Além disso, acreditamos que o segmento individual da Odontoprev continuará sendo um importante fator de penetração no seguro odontológico. No entanto, o crescimento deste segmento ainda é limitado à classe média-alta de clientes enquanto novos produtos são não lançados”.

O UBS vê o segmento individual como o principal fator de crescimento (6% do CAGR). Mas acredita que uma aceleração ainda mais expressiva depende da expansão do portfólio da empresa.