OCDE vê chances boas de acordo global sobre tributação de empresas

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Reprodução Steve Buissinne / Pixabay

O chefe do departamento de impostos da OCDE , Pascal Saint-Amans, comentou nesta quarta-feira (5), no Senado francês, sobre as chances de um acordo global para tributação de empresas.

Embora creia que qualquer pacto ainda demore pelo menos até outubro para ser firmado, Pascal creditou como boas as chances de sucesso da empreitada global.

Simule seus investimentos com um especialista e confira as melhores opções de acordo com seu perfil

“As chances de sucesso, em minha opinião, nunca foram maiores, porque há um desejo real de todos os lados de encerrar este assunto”

A OCDE é a entidade encarregada de coordenar as negociações entre 140 países há anos. Agora, quer chegar ao sonhado consenso ainda em 2021, principalmente após o apoio de Joe Biden, novo presidente dos Estados Unidos.

Segundo Pascal, a ideia é que todas as questões possam ser totalmente resolvidas até julho, com o acordo sendo firmado, no máximo, até outubro.

Nesse momento, as principais dúvidas e discussões sobre os temas estão centralizadas em dois pontos: o primeiro deles é como tributar as atividades digitais internacionais das multinacionais, como Google ou Facebook, e o segundo é a criação da tal alíquota mínima global de imposto corporativo.

FMI e EUA apoiam iniciativa da OCDE

A revisão dos impostos das empresas tem sido vista como um dos principais caminhos para os países conseguirem retomar a economia e manter o apoio aos mais vulneráveis.

A ideia do apoio global bancada pela OCDE ganhou apoios importantes em meio à pandemia, como por exemplo, do Fundo Monetário Internacional (FMI), que passou a defender o aumento da taxação dos mais ricos e o fim de subsídios.

Os últimos planos de governo de Joe Biden nos Estados Unidos também apontaram como primordial o aumento dos impostos sobre ganhos de capital.

Segundo o presidente, essa é a forma ideal para que o governo consiga manter os econômicos necessários para reerguer a economia.

De acordo com Biden, o aumento de impostos desejado afetaria apenas 0,3% dos contribuintes dos Estados Unidos.

“É hora de os EUA das corporações e de o 1% mais rico pagarem suas quantias justas”, disse Biden.

Cases da Bolsa

Aprenda análise fundamentalista de ações na prática, com maiores cases já criados na B3