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O que esperar do mercado imobiliário em 2019?

Especialistas apontam o fim da crise que abalava o mercado imobiliário. Saiba como ocorrerá essa recuperação.

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O mercado imobiliário é um dos maiores termômetros da economia brasileira e deve passar por uma reviravolta em 2019. É o que apontam especialistas no setor, pois preveem que o preço do metro quadrado começará a subir. Tal fato promoverá uma grande recuperação do setor ao longo dos próximos anos. Assim, essa virada no mercado atinge diretamente o setor de imóveis corporativos, pois, as empresas que desejam mudar seus escritórios têm a sua última chance de conseguir negociar os preços. Por outro lado, os investidores têm em mãos uma grande oportunidade de investimento com foco nos anos subsequentes.

De acordo com Celina Antunes, presidente da consultoria Cushman & Wakefield na América do Sul, essa será a última chance que os inquilinos terão para obter uma negociação mais favorável, pois, a partir do ano que vem, a vantagem deve passar do locador para o locatário. A Cushman & Wakefield atua no Brasil desde 1994 e é uma das maiores consultorias do ramo no país.

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Uma parte desse otimismo decorre dos números apurados ao longo de 2018, pois mostram uma significativa melhora por conta de dois fenômenos distintos. Por um lado, a demanda por imóveis subiu após a melhora na economia brasileira. Por outro, a oferta de empreendimentos reduziu, pois as incorporadoras começaram a construir menos ao longo do período de recessão.

Após seis anos seguidos em queda, a venda de imóveis residenciais no Brasil apresentou um crescimento de 10% em 2018. Já no caso dos imóveis corporativos, de acordo com dados divulgados pela Cushman & Wakefield, houve uma queda na taxa de vacância em São Paulo, pois, em 2018 esse resultado foi de 21,4%, bem abaixo do pico registrado em 2016 que foi de 29,5%. Considerando os contratos já assinados por empresas que ainda não se mudaram, a taxa de vacância cai para 18%.

Outro dado que apresentou melhora foi a absorção líquida (saldo apurado entre as ocupações e as devoluções de espaço). Em São Paulo, o resultado em 2018 foi de 195.504 metros quadrados, o que já é considerado o melhor dos últimos cinco anos. Para Antunes, o que se observou ao longo dos últimos anos foi o movimento de empresas que aproveitavam a queda no preço dos aluguéis para deixar um bairro menos valorizado e se mudar para um melhor. Contudo, no ano de 2018 finalmente houve uma absorção real.

Mercado de imóveis corporativos em São Paulo 

Ao longo de 2019, a queda na vacância dos imóveis corporativos deve continuar sendo impulsionada pela maior absorção líquida e pelo crescimento econômico do país. Para a Cushman & Wakefield, a vacância em São Paulo deve cair para 17,5% ao longo do próximo ano. Outro ponto esperado pela consultoria é que o preço do metro quadrado consiga deixar o patamar atual (que é de R$ 88) e atinja algo próximo de R$ 94. Para Antunes, não há razão para se reduzir o preço em prédios com 10% de vacância. Dessa forma, os bons prédios devem começar a subir o seu preço.

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Esse movimento deve dificultar a situação das empresas que pretendem se mudar, pois, hoje, está difícil conseguir espaços grandes, isto é, acima de 20 mil metros, em áreas de grande procura em são Paulo como a Vila Olímpia, JK, Itaim e Faria Lima.

Assim, a Cushman & Wakefield projeta que até 2020, a vacância de escritórios em toda a cidade de São Paulo pode sofrer uma redução significativa. Contudo, tal expectativa foi revista recentemente, pois a incorporadora HSI decidiu lançar três torres comerciais na zona sul de São Paulo, no complexo do Parque da Cidade. Com esse lançamento, que possui área total de 120 mil metros quadrados, o mercado se mostrou surpreso e otimista quanto a recuperação do setor imobiliário.

Para Antunes, o movimento da HSI é considerado algo isolado, contudo, essa é a hora para aqueles que desejam iniciar projetos do zero.

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Mesmo que o mercado já demonstre sinais de recuperação, a retomada mais vigorosa, de acordo com especialistas, deve ocorrer somente após a realização de uma reforma no atual sistema de Previdência Social. O mercado de imóveis corporativos, assim como os demais setores, depende que o governo dê esse importante passo que será capaz de promover a retomada do investimento no país.

Imóveis corporativos Rio de Janeiro 

Ao passo que São Paulo apresenta uma recuperação, no caso do Rio de Janeiro a expectativa é que a taxa de vacância dos imóveis corporativos se mantenha estável em aproximadamente 39,5% ao longo dos dois próximos anos. Além da crise econômica que afeta todo o país, a cidade, em especial, também foi afetada por uma crise institucional e de violência. Essa situação acabou assolando o estado, que não demonstra sinais de recuperação no curto prazo. Para Antunes, o Rio de Janeiro sempre foi bastante dependente de setores como energia, gás, petróleo e serviços públicos, contudo, o advento da crise afetou de uma maneira profunda tais seguimentos.

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Entre os pontos que favorecem os donos de empreendimentos na região é o fato de que a cidade do Rio de Janeiro não possui muito espaço para a construção de novos prédios. Dessa forma, o preço médio deve se manter em uma faixa mais elevada do que o apurado na cidade de São Paulo. Atualmente, o preço médio por metro quadrado no Rio de Janeiro é de R$ 105. A tendência é que esse preço se mantenha, contudo, para que haja uma retomada significativa do mercado, se faz necessária a recuperação do estado.

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Galpões logísticos

No tocante aos galpões industriais, os dados apurados entre São Paulo e Rio de Janeiro são bastante destoantes. No Rio, o resultado da absorção líquida ainda é negativa (-5.650 metros em 2019). Já na região da Grande São Paulo, a ocupação líquida é estimada em 360.000 metros quadrados até o mês de novembro d e2018, resultado que já é o melhor dos últimos três anos segundo dados da Cushman & Wakefield.

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Boa parte desse movimento é oriundo das empresas de tecnologia, como os e-commerces, pois necessitam de grandes galpões em regiões próximas aos principais bairros da cidade, isso para armazenar um grande volume de itens que devem ser entregues aos clientes com agilidade. Por conta da continuidade no cenário de recuperação do setor, o preço médio dos galpões na região de São Paulo pode subir de R$ 18,90 para aproximadamente R$ 20 ao longo do próximo ano.

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Késia Rodrigues - Colaboradora Independente

Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por literatura, viagens, tecnologia e finanças.

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