O que é um token de ativo? Entenda como funciona

Ronaldo Araújo
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O mundo dos criptoativos é repleto de siglas e vocabulários novos. Um dos principais certamente é o token de ativo.

É por meio deles que o processo de fracionamento do valor integral de um ativo é permitido. É possível que aportes sejam feitos em um valor bem abaixo do preço original.

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Essa é uma das ferramentas mais eficientes para democratizar investimentos, trazendo cada vez mais investidores para um mercado em plena expansão.

Este artigo fala exatamente a respeito dos tokens de ativos.

Ao ler o texto, você entenderá do que se trata o processo de tokenização e como ele pode ser aplicado em um terreno, um imóvel.

Em seguida, você conhecerá os principais tipos de tokens existentes hoje, bem como ao que cada um deles se destina.

Por fim, saberá como proceder para negociar os seus primeiros tokens de ativo.

Para aprender tudo isso, basta seguir em frente!

O que é um token de ativo?

Um token de ativo é a representação fracionada de um bem, sendo expresso em formato digital. Tudo aquilo que tem valor pode ser tokenizado e os tokens resultantes desse processo são como ações de uma empresa. Eles podem ser adquiridos por qualquer investidor interessado.

Para ter uma resposta mais detalhada a respeito da pergunta acima, convém delimitar bem o que é um ativo.

Ora, tudo aquilo que tem valor pode ser considerado um ativo. Podemos indicar um imóvel, uma empresa, carros, barcos de luxo e até títulos financeiros como exemplos.

Para que um ativo mude de mãos em uma negociação formal, basta que as partes tenham interesse e que o comprador pague a quantia correspondente do ativo ao vendedor.

Agora pense em um ativo com grande potencial de valorização ao longo do tempo, como um terreno. E também suponhamos que existem pessoas interessadas em investir seu dinheiro nele.

No entanto, isso não é possível porque o terreno custa R$ 50 mil e os interessados possuem apenas R$ 100 cada um. A solução para resolver esse impasse pode ser dada por meio da tokenização desse terreno.

Nesse caso, o terreno passaria a ter seu valor representado digitalmente por meio de tokens.

Durante o processo de tokenização, as parâmetros devem ser definidos e registrados por meio de um contrato inteligente, ou smart contract.

Nele deve constar o número e valor de cada token. Suponto um lançamento com valor de R$ 100,00 por token, teríamos um total de 500 tokens.

Assim, o terreno que antes só poderia ser adquirido pelo valor integral de R$ 50 mil agora pode ser adquirido em pequenas frações de R$ 100,00 cada uma.

Um ponto muito interessante disso tudo, além do acesso ao investimento, é que se o valor do terreno valorizar, o preço dos tokens também acompanha o movimento.

Quais são os principais tipos de tokens existentes?

O mundo dos tokens são divididos em quatro subgrupos principais, basicamente. Acompanhe a seguir uma descrição mais detalhada de cada um desses tipos.

Payment Tokens

Esse tipo de token são representados pelas criptomoedas em geral.

Seu serventia se dá da mesma forma que o dinheiro convencional, sendo usado como meio de troca para a aquisição de produtos e serviços que aceitam pagamento nesse formato.

Pode ser usados ainda para fazer alguma remessa internacional de numerário.

De fato, qualquer transação que envolva transferência de capital pode ser feita com um payment token.

Eles são extremamente seguros pois são estabelecidos sobre uma determinada blockchain, uma cadeia de blocos verificáveis que atesta a singularidade dos tokens e evita o problema de pagamento duplo.

Utility Tokens

Conforme o próprio nome já expressa, os utility tokens são criptoativos destinados a terem alguma utilidade dentro do mundo das finanças descentralizadas.

Ultimamente eles vêm despertando bastante o interesse do público em geral, como aconteceu no caso do token Chiliz, usado no entretenimento esportivo.

Assim, esses criptoativos são usados para aplicações mais específicas que não a monetização propriamente dita, ainda que seja um tipo de criptoativo.

Eles podem ser usados em programas de fidelidade, como bônus e recompensas para colaboradores de uma instituição ou ainda na forma de cupons para pré-vendas de eventos.

Uma característica interessante desses tokens é sua escassez, pois isso faz com que seu valor cresça ao longo do tempo de acordo com a procura crescente.

Security Tokens

Se existe algo parecido com os derivativos no mundo das finanças descentralizadas, pode ter certeza que são os security tokens.

De fato, eles derivam de um ativo externo negociável e exatamente por essa razão eles estão sujeitos a todas as leis que regem o mercado de valores mobiliários.

Sendo assim, os projetos de criptoativos em desenvolvimento que usam tokens desse tipo precisam cumprir todas as normas vigentes, pois do contrário podem ter suas atividades suspensas.

Porém, se nada ocorrer de errado, os detentores desses tokens são remunerados por meio de dividendos.

E o pagamento se dá atribuindo novos tokens, aumentando o número em carteira.

NFT

A sigla é uma abreviação para a expressão “non-fungible tokens” e quer dizer tokens não fungível.

Para entender o que são, basta se concentrar no significado da palavra fungível.

Ela remete a tudo aquilo que pode ser substituído por algo semelhante sem que perca seu valor.

Esse é o caso do próprio Bitcoin. Quando duas pessoas trocam entre si um único Bitcoin, elas continuam tendo a mesma coisa e com o mesmo valor.

No entanto, isso não acontece quando falamos de obras de arte, por exemplo.

Alguém que troca um quadro de Picasso por um quadro pintado por seu vizinho tem no final uma obra de arte, mas bem diferente da original.

Essa é a maior aplicação dos NFTs atualmente. Obras de arte em geral podem ser tokenizadas por meio da emissão de um NFT.

Como o ativo passa a ser único mesmo no meio digital, pode ser transacionado e mudar de mãos.

Mas sempre mantendo sua individualidade como peça única existente.

Como negociar o token de um ativo?

Para conseguir fazer transações de compra e venda de tokens dos mais variados tipos, é necessário fazer parte de um ambiente de negócios que preveja operações nesse sentido.

Isso é encontrado nas exchanges, que são instituições financeiras não reguladas pelo Sistema Financeiro Nacional e que disponibilizam esses criptoativos.

Para isso, basta acessar o site de qualquer uma dessas instituições e conferir se há tokens disponíveis, e quais são eles.

Havendo disponibilidade, é só abrir uma conta seguindo as instruções pertinentes. Depois disso, é preciso fazer a transferência de valores e começar a negociar.

O processo costuma ser prático, rápido e fácil.

A segurança da operação é dada pelo próprio ecossistema das finanças descentralizadas, que utilizam alguma blockchain para garantir a validação das transações.

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