Política econômica: o que é?

Política econômica é um conjunto de ações de um determinado país com vistas a atingir certos objetivos relacionados à situação econômica dessa nação.

Késia Rodrigues
Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por tecnologia, investimentos e viagens.

Crédito: Crédito da imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

Esse é um tema muito importante, pois envolve a forma como o governo irá conduzir economicamente o país.

Talvez em função das crises pelas quais o Brasil passou nos últimos anos, esse assunto tenha ganho um pouco mais de repercussão.

Isso porque o governo precisa atuar fortemente para não deixar que o país entre novamente em recessão, algo que não é bom para os brasileiros.

Entre os principais temas tratados no âmbito da política econômica estão:

  • O orçamento do governo;
  • A tributação;
  • A oferta de moeda;
  • As taxas de juros (muito importantes no âmbito dos investimentos); e
  • O mercado de trabalho.

Crédito da imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil.

Tudo isso afeta e muito a sua vida, pois qualquer ação malsucedida por parte do governo pode favorecer a quebra de empresas, aumentando, dessa forma, o desemprego e afastando investidores do nosso país.

Assim, por se tratar de um assunto tão importante, no post de hoje falarei um pouco sobre o que é política econômica e as suas principais implicações.

Como se divide a política econômica

A política econômica de um país se subdivide em instrumentos. No Brasil, são três instrumentos principais: a política cambial, a política monetária e a política orçamentária.

Cada um desses instrumentos aborda um determinado ponto da economia do país e juntos determinam os rumos econômicos da nação.

A política monetária, por exemplo, tem como principal função o controle da quantidade de moeda em circulação no país.

A política fiscal atua na manutenção do equilíbrio das receitas e dos gastos do governo.

Já a política cambial, como o próprio nome deixa entender, é aquela que visa administrar as taxas de câmbio do país.

No entanto, cada uma delas possui pontos específicos que serão mais bem explicados a seguir.

Política monetária

A política monetária atua no controle da quantidade de moeda que está em circulação na economia de um país.

Crédito da imagem: Agência Brasil.

É por meio dela que o governo consegue manter o controle da inflação, ou seja, pode provocar ou impedir que ocorra um aumento generalizado nos preços dos produtos comercializados no país.

Nesse sentido, em tempos de inflação baixa, o governo pode traçar políticas monetárias no sentido de injetar mais dinheiro na economia, seja por meio da produção de mais dinheiro ou pela compra de títulos da dívida pública.

Com mais dinheiro em mãos, as pessoas passam a consumir mais, o que acaba provocando alterações nos preços dos produtos em razão da lei da oferta e procura.

Além disso, o governo também pode diminuir as taxas de juros do país, o que faz com que as pessoas e empresas possam contrair mais empréstimos.

Essas ações também são conhecidas como política monetária expansionista, ou seja, o objetivo do governo é expandir a economia do país.

Já quando o objetivo é reduzir a inflação, o poder executivo adota políticas monetárias contracionistas. Além da inflação, essas políticas também visam reduzir o consumo dentro do país, o que acaba diminuindo o seu PIB (Produto Interno Bruto).

A taxa básica de juros no Brasil é medida pela taxa Selic, que é definida pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) em reuniões que se realizam a cada 45 dias.

Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Desde 2018, a Selic tem se mantido baixa no Brasil e, hoje, está em seu patamar mais baixo da história: 6,5%.

Os juros baixos mostram que o país está tentando adotar uma política monetária expansionista, ou seja, o governo tenta incentivar o crescimento da economia, que passou por uma forte recessão nos últimos anos.

No entanto, essa mesma crise acabou deixando outros problemas que precisam ser resolvidos com urgência, como a alta taxa de desemprego e o fechamento de grandes empresas que empregavam milhares de pessoas.

Política fiscal

A política fiscal é muito importante do ponto de vista governamental, pois ela busca o equilíbrio das contas públicas.

Apesar de o governo arrecadar trilhões de reais anualmente por meio de impostos, esse dinheiro não é suficiente para cobrir todas as despesas.

Logo, a política fiscal visa justamente equilibrar as receitas e despesas públicas, pois o governo não deve gastar mais do que arrecada (mesmo que seja justamente isso o que acontece na prática).

Quando o poder executivo da nação deseja aumentar as suas receitas, isso é feito por meio do aumento de impostos ou da criação de novos tributos.

No entanto, isso acaba onerando ainda mais o contribuinte brasileiro, que já é um dos que mais pagam impostos no mundo.

Uma solução para não aumentar ainda mais essa carga tributária seria a adoção de reformas administrativas.

Tais reformas visam eliminar gastos públicos desnecessários e promover uma economia de recursos por parte do governo. Muitos conhecem esse processo como o “enxugamento da máquina pública”.

Os últimos governos tentaram promover reformas administrativas no país, no entanto, ainda há muito o que se fazer.

Política cambial

A política cambial está ligada às taxas de câmbio que são praticadas no país.

Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By ollinka.

O Brasil adota a taxa de câmbio flutuante: o valor da moeda nacional frente às moedas estrangeiras varia a cada dia em função de uma série de fatores.

Assim, cabe a autoridade monetária brasileira, que é o Banco Central (BACEN), realizar a compra e a venda de moeda estrangeira para controlar essa volatilidade no câmbio.

As ações de política cambial podem gerar fortes impactos em diversos fatores macroeconômicos, tais como as importações e as exportações.

Quando a moeda estrangeira está em alta, é comum que os produtores nacionais direcionem o seu produto para exportação.

Com mais exportações, sobra menos produtos no Brasil, o que pode acabar afetando a inflação e os juros do país.

Para evitar que a nação sofra, o Banco Central compra e vende dólares, diariamente, com o intuito de não deixar que a nossa moeda fique desvalorizada no mercado.

Quais são os objetivos da política econômica?

Sempre que um novo governo assume o comando do país, novas metas são definidas para todos os setores da sociedade.

Crédito da imagem: Valter Campanato/Agência Brasil.

Com a política econômica não é diferente, pois o novo governo deve definir metas para serem atingidas no curto e no longo prazo, mas ainda dentro dos seus quatro anos de mandato.

Nesse sentido, um dos maiores desafios que um novo governo enfrenta é equilibrar a economia do país, seja controlando a inflação, reduzindo o desemprego ou estabilizando o preço da moeda e a taxa de juros.

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Vencida essa etapa, o desafio passa a ser outro: promover o crescimento econômico de uma forma sustentável.

Isso pode ser alcançado por meio da geração de empregos, do controle da inflação e do equilíbrio das contas externas do país.

Esses são, justamente, os principais objetivos da política econômica, que deve ter como o seu principal foco a promoção do bem-estar da população.

Quais são os principais “atores” da política econômica no Brasil?

No Brasil, o Banco Central está entre os principais atores da política econômica.

Seu atual presidente é o economista Roberto Campos Neto, que tomou posse no início de 2019 para o posto que antes era ocupado pelo também economista Ilan Goldfajn.

Crédito da imagem: José Cruz/Agência Brasil.

A escolha do presidente e da diretoria do Banco Central é realizada pelo Presidente da República, cargo ocupado, atualmente, por Jair Messias Bolsonaro, do PSL.

Além do presidente do BACEN, outro ator importante no cenário da política econômica é o Ministro da Economia, cargo, atualmente, ocupado pelo economista Paulo Guedes.

Crédito da imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

Guedes ficou muito conhecido ainda durante a campanha de Bolsonaro e recebeu o apelido de “posto Ipiranga”, pois o atual presidente deixou em suas mãos as principais responsabilidades do campo econômico brasileiro.

Além dos nomes citados anteriormente, dezenas ou mesmo centenas de outros nomes também fazem parte das principais decisões econômicas do país.

Os Deputados Federais e os Senadores, por exemplo, são os responsáveis por analisar e aprovar a Lei Orçamentária Anual (LOA), que é elaborada pelo Poder Executivo.

É nessa lei que o governo define o seu orçamento, suas receitas e suas despesas, tudo conforme as metas que são definidas no Plano Plurianual e nas metas que precisam ser atingidas ao longo do ano.

Muitas das decisões que são tomadas no âmbito do Congresso Nacional têm base em questões políticas.

Recentemente, estamos acompanhando o desenrolar da reforma da Previdência.

Em sua campanha, Bolsonaro prometeu aprovar a reforma logo no início de seu mandato. No entanto, diversas questões políticas impedem que essa reforma seja aprovada.

Tudo isso mostra como a política pode afetar as decisões econômicas do governo, pois, segundo o ministro Paulo Guedes, a aprovação da reforma da Previdência terá impactos positivos em diversos setores da economia.

Considerações finais

Como você deve ter percebido até aqui, a política econômica está mais presente na vida das pessoas do que elas imaginam.

Como as decisões de política econômica afetam diretamente a vida e o bem-estar de toda a população, é função de toda a sociedade fiscalizar o governo para que ele faça as melhores escolhas.

Em uma democracia, o voto é a ferramenta mais poderosa que o povo possui. Por isso, a escolha dos governantes é um fator que impacta diretamente o crescimento do país.

Outra ferramenta é a educação financeira, que, infelizmente, ainda é bastante negligenciada no Brasil. Por isso, pesquise, estude e busque a informação.

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Agora que você já está por dentro da política econômica, lembre-se de que as ações do governo impactam a sua vida e de todo o povo brasileiro, por isso, é fundamental cobrar atitude de nossos governantes.