O que é CDB IPCA? Descubra agora!

Ronaldo Araújo
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Crédito: Reprodução / Pixabay

A dúvida sobre o que é CDB IPCA tem aumentado muito nos últimos meses. Isso se deve porque se trata de uma novidade no mercado financeiro: na prateleira das corretoras, a maioria dos CDBs agora é atrelada ao IPCA. Antes, era mais comum ver os títulos do Tesouro Direto oferecerem uma proteção à inflação indicada na própria rentabilidade do investimento. Agora o cenário mudou.

Para esclarecer melhor o assunto, apresentamos este artigo. Nele, suas principais dúvidas serão respondidas. Ao ler o texto, você entenderá melhor o conceito de CDB IPCA. Saberá quais são os riscos associados, além de entender quando a aplicação é recomendada. Por fim, verá uma simulação de investimento no papel.

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O que é CDB IPCA?

O CDB IPCA é um título emitido por bancos que visa proteger contra a inflação. Sua rentabilidade é composta de duas partes, uma fixa e outra variável. A variável é atrelada ao IPCA, permitindo que a parte fixa represente o ganho real.

Também conhecido como CDB de inflação, esse título vem ganhando muita notoriedade ultimamente. Trata-se de um título de CDB emitido por instituições financeiras que prevê proteção contra a alta de preços.

Um título de CDB é um certificado de depósito bancário. Ou seja, o investidor deposita seu recurso em um banco com uma promessa de retorno acrescido de juros em um horizonte de tempo previamente determinado.

Tradicionalmente, a rentabilidade da maioria dos CDBs pode ser pré ou pós fixada. No primeiro caso, sabe-se de antemão quanto o título renderá.

Já na segunda opção, a rentabilidade é atrelada a algum índice financeiro e só é conhecida no momento do resgate.

No entanto, o CDB IPCA representa um mix das duas formas de rentabilização. Assim, uma parte do retorno esperado é conhecido e outra parte não é.

O valor desconhecido é exatamente aquele que corresponde à inflação. Se ela aumentar, o retorno aumenta. Se cair, o retorno cai.

Já a parte fixa de retorno é expressa por meio de uma taxa e a nomenclatura final do título resulta no modelo IPCA + taxa (%).

Na prática, isso significa que a parte fixa representa o ganho real da aplicação, enquanto a parte atrelada à inflação serve para preservar o poder de compra do valor investido.

Assim, a movimentação do IPCA não representa ganho ou perda ao investidor. O retorno real é dado apenas pela parte fixa.

Qual é o risco associado a um CDB IPCA?

Um fato é verdade e nunca pode ser negado: por menor que seja, sempre existe um risco associado a uma aplicação financeira.

No caso do CDB IPCA, o risco predominante é representado pelo emissor do título. Ou seja, o próprio banco que faz a oferta.

Dessa forma, antes de investir em um título de CDB, deve-se fazer uma pesquisa acerca do banco que o emite. Isso traz mais segurança ao investidor.

Essa ação é especialmente recomendada em caso de bancos menores, que pagam mais, mas tem risco aumentado.

Quando a instituição financeira é consolidada e muito conhecida, esse risco tende a ser diminuído.

O outro aspecto que deve ser considerado fica por conta das condições de mercado. De acordo com a política econômica momentânea, outras aplicações de renda fixa podem render mais que o CDB IPCA.

Nesse caso, o risco não está associado a perdas, e sim a obter menores rendimentos.

No entanto, vale lembrar que CDBs contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito, o FGC.

Ele cobre perdas patrimoniais de até R$ 250 mil por CPF em caso de problemas de recebimento da aplicação junto ao banco emissor do título.

Quando é recomendado investir neste título?

A função principal de um título atrelado à inflação é justamente proteger o poder de compra do recurso aplicado.

Dessa forma, sempre que a preocupação maior é preservar o capital investido contra o aumento de preços, deve-se recorrer a títulos correlacionados à inflação.

Esse é o caso de investimentos que visam o longo prazo. Como não se tem controle sobre a crescente nos preços, a aplicação representaria uma proteção extra.

Como exemplo, podemos citar um título pré fixado com 8% de retorno no resgate. Se a inflação do período for de 10%, a rentabilidade real será negativa em -2%, mesmo tendo um retorno nominal positivo.

Já aplicando em um CDB IPCA com rendimento de IPCA + 4%, o rendimento final real será (logicamente) de 4%, independente de quanto for a inflação. Nominalmente, o retorno seria de 14% no período.

Com interpretar a rentabilidade de um CDB IPCA?

Para entender melhor todos os aspectos da remuneração de um título desse tipo, convém se atentar para seu indexador: a inflação.

No Brasil, o índice oficial é divulgado pelo IBGE e apesar de existirem outros indexadores que consideram a alta inflacionária, o IPCA é tomado como base de referência.

Também é preciso considerar o pagamento de imposto da aplicação. Segundo a tabela que rege esse tipo de investimento, quanto mais tempo o recurso ficar aplicado, menos imposto é pago no momento do resgate.

Sabendo disso, basta proceder à análise das características do título: banco emissor, prazo de resgate e taxa mista ofertada (IPCA + %).

Se considerarmos o CDB IPCA do Banco Pan, distribuído pelo BTG Pactual, é possível ter uma ideia do retorno esperado.

O título tem uma aplicação mínima de R$ 1.000, com vencimento em 2024 (3 anos de aplicação, portanto) e taxa de IPCA + 4,5%.

Um investimento de R$ 1.000,00 nesse caso pode retornar R$ 1.404,68 líquidos, já descontado o imposto de renda (considerando a inflação atual).

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Antes de investir em um título de inflação, convém saber muito bem o que é CDB IPCA. Trata-se de uma ótima alternativa para proteger o capital principal contra os efeitos crescentes nos preços. Além disso, ele oferece um retorno real garantido, já que é indexado à inflação. Isso preserva o poder de compra e ainda tem a garantia do FGC. Vale destacar que também existem outros títulos semelhantes, como o LCI IPCA que também é uma boa opção.

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