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O desafio fiscal do novo presidente do Brasil

Quem assumir o comando do país em 2019 terá que lidar com a herança de cinco anos consecutivos de déficits primários.

O desafio fiscal do novo presidente do Brasil
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A conta não fechou de novo. Nesta segunda-feira (30), o Banco Central divulgou que, mais uma vez, a soma das despesas públicas do Brasil superou a soma das receitas com impostos e contribuições. O mês de março fechou com um rombo de mais de R$ 25 bilhões no setor público. O resultado é o pior para meses de março desde 2001. A dívida engloba governo federal, estados, municípios e empresas estatais.

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Apesar de o número assustar, o Banco Central afirma que o resultado está dentro do esperado para cumprir a meta fiscal de 2018. Estima-se que o rombo para este ano chegue a R$ 161,3 bilhões, o que manterá o Brasil “no vermelho” pelo quinto ano seguido.

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Trabalho árduo para o novo presidente

Talvez os pré-candidatos a presidência da República – que tanto se alfinetam em entrevistas e nas redes sociais – não tenham se dado conta do tamanho do problema que o novo presidente do Brasil terá que resolver nos próximos anos. “A situação fiscal ficou ruim, por causa da quantidade de gastos obrigatórios. Medidas para conter isso são urgentemente necessárias”, disse o consultor e especialista em finanças públicas, Raul Velloso, complementando que o próximo governo terá que agir rápido, sem muito tempo para pensar.

A perspectiva de ter as contas públicas no azul é só para 2.022 ou 2.023. Até lá, os brasileiros terão enfrentado uma década de saldo negativo.

E tem solução?

Para muitos especialistas, o atual presidente, Michel Temer (MDB), deu um grande passo na economia garantindo a aprovação da lei que congela os gastos públicos ajustados à inflação, a PEC do Teto dos Gastos Públicos. As contas do governo também tiveram a ajuda dos leilões de usinas de energia.

Mas, tudo isso não foi suficiente para sair do vermelho. A expectativa de melhora na economia, e por consequência de diminuição no déficit primário, foi por água abaixo com o arquivamento da reforma da Previdência pelo Congresso.

Em recente entrevista, Carlos Kawall, ex-secretário do Tesouro e economista do Banco Safra, afirmou que o atual governo fez tudo o que estava ao seu alcance. Porém, deixou claro que o próximo governante do Brasil não tem como fugir da reforma da Previdência: “O Brasil precisa implementar a reforma, ou todos os esforços serão em vão”.

 

Patrícia Auth

Patrícia Auth é jornalista formada pela Univali de Itajaí/SC. Trabalhou em impressos, como o Jornal de Santa Catarina, e também, como repórter na Rede Record e RBS TV. É casada, mãe da Lívia e adoradora de boa música e gastronomia.

Na equipe EuQueroInvestir, é responsável pela produção de vídeos, e também escreve e edita artigos para o site.

Entre em contato com a Patrícia pelo e-mail: patricia.auth@euqueroinvestir.com

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